Por conta da cheia, quatro municípios decretaram emergência no Amazonas

A Defesa Civil do Amazonas informa que os municípios de Guajará, Ipixuna e Eirunepé, na calha do Juruá, bem como o município de Boca do Acre, na calha do Purus, se encontram em situação de emergência.

O órgão trabalha com dados técnicos científicos, pois, atualmente, o Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa) tem como base as informações repassadas pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e a Agência Nacional de Águas (ANA).

Por meio desses dados, a Defesa Civil do Amazonas apoia, coordena, articula, auxilia e orienta os municípios a atuarem preventivamente e na resposta às ocorrências de eventos extremos. O Departamento de Coordenadoria Regional da Defesa Civil realiza o monitoramento diário com os coordenadores municipais, checando em tempo real a evolução da situação das localidades afetadas.

“Esse é um trabalho sistêmico realizado de maneira ímpar pelas defesas civis municipais. Quero aqui fazer esse registro de forma a valorizar e promover o trabalho daqueles que estão na ponta da linha, que é o agente de Defesa Civil Municipal”, ressaltou o secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, tenente-coronel Francisco Máximo.

A Coordenadoria Técnica de Articulação analisa a situação de emergência ou de estado de calamidade pública averiguando as informações coletadas através do Sistema Integrado de Informações e Desastres (S2ID), que servem de parâmetro para subsidiar o processo dos danos, fornecendo embasamento legal para homologação do decreto de situação de emergência do município. Ressaltando sempre que a primeira resposta deve vir do município afetado para que, em seguida, o Estado e o Governo Federal possam atuar no desastre com ações complementares.

“Não temos hoje como afirmar que teremos a maior enchente. No entanto, nossos rios encontram-se com seus índices bem acima da última cota histórica. De qualquer forma, temos que continuar monitorando e emitindo os informativos de alertas aos municípios para que os mesmos possam alertar a população e levar as informações necessárias para uma precaução e tomada de decisão”, enfatizou  Francisco Máximo.



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