Pela primeira vez em Manaus, Festival no Bosque da Ciência une arte e ciência com artistas nacionais e internacionais

Confluência é um festival que promove novas formas de disseminar conhecimento sobre o meio ambiente e a Amazônia por meio de metodologias híbridas, que mesclam a arte e a ciência. Da união entre dados e linguagens, razão e emoção, consciência e imaginação, artistas e cientistas criam conteúdos inéditos sobre o bioma da floresta, nos habilitando a compreender como os fenômenos naturais operam e moldam nossa paisagem.

Criado pelo LABVERDE: Programa de Imersão Artística na Amazônia, em colaboração com o Instituto Nacional de Pesquisa na Amazônia, o festival tem o intuito de conectar saberes e democratizar conhecimentos científicos por meio das artes e da cultura.

Artistas locais, nacionais e internacionais, cujos trabalhos foram inspirados por pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), apresentam suas linguagens poéticas, abordando temas relevantes sobre a Região, como a catástrofe ambiental de Balbina, a biodiversidade da Floresta Tropical, a diversidade de fungos e a

paisagem sonora das formigas.

A programação começa no Paiol da Cultura, com a inauguração da exposição “Irreversível”, da artista paulista Renata Padovan, e aborda o desastre ambiental de Balbina.

Na sequência, se apresenta o “Projeto Sonora”, duplas de artistas de São Paulo que criam uma imersão sonora sobre a biodiversidade da Floresta. Já no período da tarde, artistas e cientistas se encontram para uma discussão aberta e trocas de metodologias de trabalho na Ilha Tanimbuca. Participam do TALK a curadora Lilian Fraiji, a coordenadora de extensão Rita Mesquita, a pintora Hadna Abreu, a micóloga Julia Simon, o entomólogo Fabrício Baccaro e, a musicista americana Lisa Schonberg. Encerrando as atividades, o músico amazonense Leonardo Pimentel apresenta seu show “Percussivos Submersos” inspirado na sonoridade dos Rios Amazônicos.

Sobre o LABVERDE

Criado pela Manifesta Arte e Cultura em cooperação com o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), o LABVERDE promove uma vivência intensiva na Floresta mediada por uma equipe de especialistas nas áreas de arte, filosofia, biologia, ecologia e ciências naturais. O objetivo principal do programa é a criação de conteúdos culturais sobre o meio ambiente, gerados pelo conhecimento teórico e pela experiência prática na Floresta Amazônica. Ao longo de cinco anos, o programa já realizou exposições e eventos culturais em Manaus, Nova Iorque, Londres, Berlim e Rio de Janeiro, levando a discussão da preservação da Floresta Amazônica para diferentes cidades e países do mundo.

Mais informações no site:

https://www.labverde.com

Sobre a exposição

Durante 20 anos, a artista desenvolve pesquisa sobre os impactos socioambientais dos ciclos econômico e da construção de mega infraestruturas na Amazônia. Com sensibilidade poética, a artista Renata Padovan nos apresenta o trabalho Irreversível proposta visual que discute as construções de barragens hidrelétrica na bacia Amazônica. A exposição cria um ambiente imersivo e nos sensibiliza com as consequências extremas que envolvem a construção das usinas hidrelétricas no Brasil, dando luz aos fatos esquecidos da história da construção de Balbina. Ainda hoje, essa hidrelétrica pouco contribui com a produção de energia para Manaus, mas sua construção envolveu a inundação de extensas áreas da floresta, o desvio de rios, as alterações dos ciclos naturais, a poluição das águas e o deslocamento dos povos indígenas e ribeirinhos da Região.

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