“O Amazonas sofreu um grande estelionato político por parte do Governador”, afirma Wilker Barreto

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (16), para ser solidário aos professores. Na visão do Líder da minoria, para ganhar a eleição, o governador Wilson Lima (PSC) enganou a população e os professores com promessas de campanhas. Além disso, fez severa crítica em relação à falta de diálogo da gestão com a classe.

“Quando a categoria pede 15%, ou 14 ou 13, tudo tem que ser na conversa, é no diálogo que se entende. Mas quando temos um governo em 100 dias que já se comporta de forma autoritária, o que podemos esperar nos próximos quatro anos é muito preocupante. O sentimento hoje real no coração do povo do Amazonas, que depositou o voto de confiança e as esperanças, é que se pudesse voltar no tempo, a história seria outra e não teria votado nesse governo. O Amazonas sofreu um grande estelionato político, de um governo que falava o que queria, mas que não tem compromisso”, disse Wilker, ao citar ações do Governo que não demonstram austeridade.

O parlamentar citou, por exemplo, os contratos de manutenção de piscina da Seduc, que chegam a R$3.929 por limpeza na capital (valor unitário) e R$ 5.840 na interior; um total de R$2.587.816,40, além de R$ 150 milhões em dispensa de licitação por parte da secretaria de educação. Wilker também falou sobre o R$ 1,2 milhão de Buffet à Casa Civil e a frota de carros blindados utilizados pelo Governador no valor de R$ 6 milhões. O parlamentar ainda comentou a respeito dos R$ 20 mil empregados à hora de jatinho utilizado por Wilson, que soma mais de R$ 3 milhões ao ano, como o usado na última viagem para Brasília.  

“Testemunhamos um Governo que não economiza nos centavos, basta olhar para a questão da Umanizzare, que no primeiro ano do mês recebeu R$ 15 milhões da atual gestão, com previsão de R$ 525.641.618,30 milhões ao ano. Ou seja, estamos vendo um governo que não consegue rever seus atos e não tem coragem e nem hombridade para olhar nos olhos dos professores. Você nunca vai ser punido por falar a verdade e toda matéria de cunho de servidor, teve apoio dos deputados. Esta Casa, aliás, não tem acesso aos números das dívidas do Governo, e desta forma estamos caminhando para um calote, pois quem não economiza o dinheiro, não tem capacidade de honrar as folhas”, comentou.

Ainda diante dos professores que se aglomeravam nas galerias da Aleam, o oposicionista afirmou a necessidade do Governo olhar por todas as categorias e criticou a forma como a atual gestão vem se comportando diante das diversas classes da sociedade. 

“O fato é que uma mãe não dá atenção apenas a um filho e não é justo conceder aumento a uma categoria e esquecer as outras. Por isso, é preciso que se olhe pelos delegados, mas também pelos professores, pelos profissionais da saúde. O que não pode ocorrer é a recusa em conversar, este que é um gesto nobre da democracia e, assim, o governo erra. Essa Casa deve receber com maturidade as demandas das categorias e fica aqui o meu repúdio a atitude autoritária de um Governo que pregava o novo, mas que agora impõe o silêncio e a mordaça”, assegurou Wilker. 

Estudo sobre a ZFM

Nesta terça-feira, 16, o deputado Wilker Barreto ainda concedeu cessão de tempo ao presidente do Cieam, Wilson Périco, no plenário da Aleam, para explicar o estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre impactos, efetividade e oportunidades da Zona Franca de Manaus (ZFM).

De acordo com Périco, a ZFM é o melhor modelo ambiental e foi criada para reduzir a igualdade e obter a soberania regional. Em seu pronunciamento, anda fez questão de destacar que este modelo fiscal não oferece risco às outras empresas e afirmou que a isenção fiscal é devolvida em mais de 10 bilhões à União.

 “Contratamos um trabalho para fazer uma radiografia da Zona Franca de Manaus, capaz de fazer um norteamento para os nossos posicionamentos por todos os ataques que este modelo recebe. O retrato atual da Zona Franca pode ser resumido num faturamento de US$ 25 bilhões de dólares ao ano, geração de 500 mil empregos diretos e indiretos e alguns polos significativos, como o eletrônico e o de duas rodas. Para se ter ideia, são 523 mil indústrias no País, sendo 3.500 no Amazonas e 450 recebem incentivos. Ficou comprovado, aliás, que este modelo ajuda a preservar a floresta amazônica, pois quanto maior o nível de emprego neste modelo, menor a agressão ao meio ambiente”, disse Périco.

Para Wilker, o estudo é o mais completo sobre o modelo e merece ser debatido em todas as esferas, tanto no parlamento, como nas instituições de ensinos e empresas em geral. “Temos hoje, com este estudo, inúmeras defesas deste modelo econômico. A ZFM não é um peso e nem um fardo à República. É preciso entender a Zona Franca e propagar sua importância, pois com ela, o Amazonas contribui com o País também”, disse Barreto, ao apontar que para cada R$1 real, o governo recebe de ganho social entre R$1.14 a R$3 reais.

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