Ofensiva israelense em Beirute e no sul do país eleva a tensão regional e prejudica as negociações de paz lideradas por Washington.
O governo iraniano declarou nesta segunda-feira que o acordo de paz estabelecido com os Estados Unidos se estende integralmente ao território libanês. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, responsabilizou os governos americano e israelense pelas violações recentes, logo após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizar novos bombardeios contra a capital do Líbano.
As forças de Israel retomaram as investidas contra o sul de Beirute em áreas controladas pelo grupo Hezbollah. A justificativa apresentada por Netanyahu e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, é de que os militantes libaneses quebraram a trégua repetidas vezes ao atacar cidades vizinhas.
Com a ordem para expandir as operações terrestres, as tropas israelenses chegaram a capturar o histórico Castelo de Beaufort, uma fortaleza de 900 anos localizada no sul libanês.
Autoridades do Líbano relatam que mais de 3. 370 pessoas perderam a vida devido aos bombardeios iniciados em março, o que forçou mais de um milhão de civis a abandonarem suas casas.
Do outro lado, Israel contabiliza a perda de 24 soldados e quatro civis no mesmo período. Para tentar proteger o próprio território de infiltrações, o governo israelense estabeleceu uma zona de segurança no sul do país vizinho.
Em resposta e alegando o direito de resistir à ocupação, o Hezbollah assumiu a autoria de dezenas de operações recentes contra infraestruturas militares de Israel.
O cenário de violência crescente levou a França a convocar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Simultaneamente, a diplomacia internacional sofre graves desgastes. O porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei alertou que as investidas de Israel atrasam significativamente as negociações diretas entre Washington e Teerã.




