Encontro entre os líderes das maiores potências globais busca consenso sobre crises no Oriente Médio, segurança em rotas comerciais e soberania de Taiwan
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou oficialmente sua visita de Estado à China nesta quarta-feira, 13 de maio, ao desembarcar em Pequim para uma agenda de dois dias com o presidente Xi Jinping. O republicano foi recebido com honras militares e uma guarda de honra no aeroporto, sendo recepcionado pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, e por uma delegação que incluiu embaixadores de ambas as nações e centenas de jovens locais.
O foco central das conversas no Grande Salão do Povo será a instabilidade no Oriente Médio, especialmente o conflito envolvendo o Irã, que tem prejudicado o fluxo marítimo em rotas essenciais para o transporte global de petróleo. Antes de sua chegada, Trump demonstrou uma postura de autossuficiência, afirmando que os Estados Unidos estão preparados para resolver a crise iraniana independentemente da colaboração chinesa, seja por vias pacíficas ou não.
Apesar desse tom, existe um esforço diplomático para consolidar um acordo prévio de que nenhuma nação deve interferir ou cobrar taxas pelo tráfego marítimo na região afetada.
A relação comercial e tecnológica também ocupa um lugar de destaque na mesa de negociações. Os líderes devem discutir temas sensíveis como as tarifas de importação, a cadeia de suprimentos de semicondutores e o mercado de terras raras, elementos vitais para a indústria tecnológica moderna.
A China, sendo uma das principais parceiras comerciais do Irã, possui influência política que os americanos monitoram de perto, embora o governo Trump tente equilibrar essa dependência diplomática com pressões diretas sobre Pequim.
Outro ponto de atrito histórico que será abordado é a situação de Taiwan. O apoio militar dos Estados Unidos à ilha, por meio da venda de armamentos, é constantemente contestado pelo governo chinês, que reivindica o território como parte de sua soberania.
A expectativa é que este encontro sirva para medir a temperatura das relações bilaterais, tentando evitar que as divergências ideológicas e territoriais evoluam para um confronto direto que possa desestabilizar ainda mais a economia e a segurança mundial.



