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Ameaça de colapso leva BRB a buscar plano bilionário de resgate

Presidente da instituição admite necessidade urgente de capitalização para cobrir rombo gerado por operações financeiras de alto risco

Ameaça de colapso leva BRB a buscar plano bilionário de resgate

O presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, declarou nesta terça feira no Senado que a instituição precisa de R$8,8 bilhões cobrir possíveis prejuízos. A declaração ocorreu durante uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos.

O montante servirá como uma reserva de segurança para proteger o banco estatal de uma quebra financeira, após uma auditoria revelar falhas graves em transações realizadas com o Banco Master.

Segundo o levantamento interno, o banco adquiriu trinta bilhões de reais em títulos do Master. Desse total, a auditoria apontou que uma parcela significativa corre o risco de ser perdida, sendo que dois bilhões e seiscentos milhões de reais sequer possuem garantias reais de reembolso. O presidente explicou que a reserva de capital considerou não apenas esse valor sem lastro, mas também outros ativos financeiros avaliados como extremamente frágeis.

Para tranquilizar o mercado e os correntistas, o Governo do Distrito Federal elaborou um projeto de lei que ainda precisa ser aprovado pelos deputados distritais. A proposta autoriza o Executivo local, que é o acionista majoritário, a solicitar um empréstimo de seis bilhões e seiscentos milhões de reais ao Fundo Garantidor de Crédito. Essa movimentação financeira já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal no fim do mês de maio.

O restante do valor necessário será obtido por meio da antecipação de recebíveis do governo local, em uma operação estruturada junto ao mercado financeiro. A primeira fase dessa arrecadação ocorreu no final de maio e já rendeu mais de um bilhão de reais aos cofres do banco.

Nelson Souza classificou o projeto de lei como vital para a sobrevivência da entidade. O executivo admitiu que a situação representa um grande problema para o sistema financeiro nacional. Ele destacou que a instituição administra um enorme volume de depósitos judiciais de quatro estados e do Distrito Federal, além de controlar a maior parte dos financiamentos imobiliários da capital do país.

Apesar da gravidade do cenário e do risco de uma intervenção direta do Banco Central, o dirigente garantiu que o banco está mais equilibrado atualmente e continua cumprindo todas as suas obrigações regulares com os clientes.

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