Médicos formados no exterior fazem prova para tentar validar diploma no Brasil

Em meio à crise causada pelo anúncio da saída dos cubanos do programa Mais Médicos, na última quarta-feira (14), profissionais brasileiros ou estrangeiros que se formaram em medicina fora do Brasil, realizam neste fim de semana, a segunda etapa do Revalida, exame nacional de revalidação de diplomas, exigência para exercer legalmente a profissão no país.

As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), neste sábado (17) e domingo (18), em cinco capitais brasileiras. A expectativa é que mais de 900 médicos façam o exame em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Manaus e São Luís.

A aprovação no revalida foi anunciada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, como pré-requisito para a permanência dos cubanos no Mais Médicos, criado pela ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013, com a finalidade de reforçar atendimento em regiões com déficit de médicos no país.

De acordo com o Inep, a segunda etapa do Revalida é uma prova de habilidades clínicas na qual o participante, que obteve diploma no exterior, percorre dez estacoes para resoluções de tarefas sobre investigação história clínica, interpretação de exames complementares, formulação de hipóteses de diagnóstico, demonstração de procedimentos médicos e aconselhamento a pacientes ou familiares.

Os mais de 8,3 mil cubanos que permaneciam no Brasil até essa semana, não precisavam passar pelo Revalida, mas eram submetidos a uma prova prática, na qual o participante também “executa dez tarefas para uma banca examinadora suas habilidades para o exercício da função médica”.

Saída dos cubanos 

No último dia 14, o governo de Cuba informou que deixará de fazer parte do programa Mais Médicos. A justificativa do Ministério da Saúde cubano é que as exigências feitas pelo governo eleito são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores. O presidente eleito Jair Bolsonaro disse, que a permanência dos cubanos está condicionada à realização do Revalida pelos profissionais.

“Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, reafirmou o presidente eleito.

 

*Com informações da Agência Brasil e UOL

 

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