Marquise Ambiental : Refugiados venezuelanos Recebem oportunidade de emprego, em Manaus

Marquise Ambiental,  empresa  de Manaus pertencente ao grupo Marquise, decidiu abraçar a causa humanitária e vem oferecendo oportunidades a seis  refugiados venezuelanos que vieram morar em Manaus por causa dos problemas políticos e sociais ocorridos hoje no país vizinho.

Ao acolher os venezuelanos em seus quadros em Manaus, a Marquise Ambiental também atende resolução da Agencia da ONU para refugiados (ACNUR). O Brasil abriga mais de 8 mil refugiados de 81 nações diferentes.

O Grupo Marquise possui 45 anos no Brasil. Está presente em 14 municípios, de sete estados brasileiros. Atua em negócios diversificados, tais como  incorporações, infraestrutura, serviços ambientais, hotelaria, comunicação, shopping center, centrais de atendimento ao cidadão e moda popular. Emprega mais de 6 mil colaboradores.

Em Manaus, a Marquise Ambiental é a empresa responsável pela coleta de resíduos.

A história de abraçar a causa humanitária começou em novembro do ano passado quando a empresa contratou o primeiro venezuelano para trabalhar como agente de coleta.

O superintendente da Marquise em Manaus , David Fonseca, disse que  o primeiro venezuelano contratado trabalhou com tanta garra, dedicação e determinação que a empresa decidiu contratar outros cinco refugiados.

Hoje estão empregados como agentes de coleta de resíduos  e auxiliar de serviços gerais : Winston Antonio, Brandon Jesus Sanches, Anderson Guipseth Spagnolo Giron, Robert Jhon Aleman Flores, Ivan Antonio Menoche Delgado, e Raidy  Jesus Giron

O diretor explica que a decisão da Marquise Ambiental de empregar os estrangeiros não foi para se aproveitar de pessoas que estavam passando necessidades  por viverem em um país de cultura e língua diferentes. Segundo o diretor, foi porque a empresa já mantém há muito tempo a missão de apoiar políticas sociais  que visem dar uma vida digna às pessoas.

E com esse pensamento que a diretoria da Marquise  retribui o esforço e dedicação de cada um dos seis  venezuelanos oferecendo exatamente o mesmo salário e  os mesmos benefícios que recebe qualquer  outro colaborador da Marquise Ambiental em Manaus.

Além do salário de R$ .1222,00, cada venezuelano recebe uma cesta básica, ticket alimentação, vale transporte e hora extra. Se contar o salário os benefícios, o valor chega a R$ 2.800,00.

“Procuramos oferecer uma vida digna a essas pessoas. Esse é um dos objetivos e uma das missões da Marquise Ambiental”, afirma  David Fonseca.

Agora você pergunta se os seis venezuelanos empregados estão satisfeitos¿ a resposta está na ponta da língua; “Essa empresa é tudo pra gente. Os chefes e os nossos colegas brasileiros nos incentivam e nos tratam com todo respeito e dignidade. Por isso, estamos muito agradecidos a Marquise”, afirma o refugiado Brandon Jesus Sanches,  que era capitão do exército venezuelano.

História –  A história dos seis refugiados estrangeiros  é praticamente a mesma. Na Venezuela,  eram felizes e viviam uma vida digna e tranquila com suas famílias.

Antes de se tornarem refugiados aqui no Amazonas, os seis atuavam como  profissionais qualificados na Venezuela:  eram militares do alto escalão do exercito,  outros bilíngues, outros profissionais liberais. Todos  possuíam um bom padrão de vida  em suas cidades.

Porém, veio a crise e a instabilidade social e política, e todos  tiveram o patrimônio dilapidado, tiveram suas economias e casas confiscadas pelo governo.

Sem vislumbrar perspectiva alguma, a saída foi  migrar da Venezuela para o Brasil. Primeiro, cruzaram fronteira, chegaram em Boa Vista (RR), depois Manaus.

Na capital amazonense a vida começou difícil. Alguns ficaram em abrigos junto com a família.  Outros ficaram em situação ainda pior ao morar de baixo de barracas de lona na Rodoviária no bairro de Flores.

Para sobreviver e sustentar a família, a opção foi o subemprego como vender picolé e salgado nas ruas de Manaus, fazer coleta de latinhas de cerveja além de “bicos”.

Por isso,  a  satisfação  do grupo de venezuelanos pela oportunidade oferecida pela Marquise Ambiental na capital amazonense. A alegria é tanta que coisas simples e comuns como por um prato de comida na mesa, comprar um fogão a prestação, e pagar aluguel é motivo de muita alegria.  É o caso Robert Jhon Aleman Flores: “Moço eu chorei quando recebi salário e fui ao supermercado  e, eu minha mulher e filhos choramos ao ver o carinho cheio de produtos”, disse ele ao superintendente da Marquise David Fonseca.

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