Josué Neto propõe Frente Parlamentar para discutir soluções para aeroportos e lixões do interior

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Josué Neto, nesta segunda-feira (21), propôs a criação de uma Frente Parlamentar para acompanhar a situação de pistas de pouso, aeroportos e aterros sanitários dos municípios do interior do Amazonas. Da tribuna, o parlamentar defendeu ainda a implantação de projetos como o Prosai-Maués em mais cidades do interior e destacou a necessidade ambiental e social do respeito à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), pelos gestores municipais.

Segundo Josué Neto, a falta de estrutura básica nas pistas dos aeroportos de cidades importantes e localizadas estrategicamente nas calhas dos municípios, tem afetado diretamente a população interiorana e não deveria acontecer em um Estado onde a Capital ocupa o 8° lugar no ranking das mais ricas do país, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os prejuízos, de acordo com o deputado, vão além da economia “eles afetam o direito constitucional de ir e vir do cidadão e cidadã”.

“Não estou falando de milhões, não estou falando de conforto ao embarcar e desembarcar.O que falo aqui é da estrutura básica de tecnologia e segurança para que os aviões decolem e pulsem proporcionando segurança aos passageiros e tripulantes”, explicou Josué Neto.

Entre os municípios que sofrem com problemas nas pistas de seus aeroportos, Josué Neto, citou Nova Olinda do Norte, Boa Vista do Ramos, Nhamundá, Silves e Itapiranga. “Nova Olinda é um dos principais municípios da Calha do Madeira e a pista é de piçarra. Boa Vista do Ramos, se quer tem pista, Nhamundá possui uma pista que não tem estrutura de nada, e quando a gente fala de Silves e Itapiranga, constata que eles não têm pista alguma”, disse Josué Neto.

Reflexão

Ao destacar que sua fala precisa ser encarada como uma reflexão e não como critica Josué Neto, também citou os problemas de saneamento básico das cidades. Ele falou da falta de implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com a adequação das lixeiras públicas. Com exceção do Aterro Sanitário de Manaus, adequado a Política Nacional na gestão do ex-prefeito e atual deputado estadual, Serafim Corrêa (PSB), nenhum outro município do Amazonas está em consonância com o que prevê a legislação, instituída no ano de 2010.

“Temos cidades como Parintins que já tiveram diversos voos cancelados por conta de aves no espaço aéreo. Recebi fotos do aterro sanitário da cidade, que sem deveria ser chamado assim, de tão terrível que está. É um lixão mesmo, se Parintins que é tida como uma das três cidades do Amazonas com ótima estrutura está assim, imagina as demais. Eirunepé é outra cidade onde o lixão é catastrófico. Essa situação representa um risco imenso à saúde das pessoas, por conta das doenças que podem ser transmitidas pelas pragas!”, frisou Josué Neto.

Mais Prosais

O presidente da Aleam, Josué Neto, também defendeu que além da cidade de Maués, outros municípios recebam as obras do Programa de Saneamento Integral (Prosai).

“Sabemos que mais cidades de interior sofrem com a falta de saneamento básico. Fico feliz por Maués, mas me bate um sentimento de tristeza ao ver que a maioria das pessoas que moram no interior, padecem com a necessidade de projetos como esse”, lamentou Josué Neto.

O deputado ressaltou com as obras do ProsaiMaués foram executadas com recursos internacionais, e que atravessaram gestões desde 2011. “Demorou muito tempo, não é uma obra tão grande e tão complexa, mas precisou de oito anos para ser entregue. Temos cidades como Manacapuru e Itacoatiara que também precisam de saneamento, e infelizmente a gente se limita a projetos que começaram lá atrás”, comentou Josué Neto.

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