Grupo de extermínio é preso por policiais da DEHS

Dois integrantes do grupo continuam foragidos
Dois integrantes do grupo continuam foragidos

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da equipe de investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), coordenada pelo delegado titular, Ivo Martins, prendeu nas últimas 48 horas, quatro pessoas apontadas como autores de uma chacina ocorrida no fim de fevereiro deste ano, na zona Norte da capital. A ação ocorreu em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo juiz Mauro Antony, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, no dia 11 de março deste ano.

 

Conforme o titular da DEHS, os primeiros a serem presos foram Rangel Silva de Araújo, 28, e Andréia Cardoso Barata. A dupla foi abordada em via pública, por volta das 14 horas, da última quarta-feira, na Rua Baguaçu, bairro Monte das Oliveiras. Na tarde do mesmo dia, Anadú do Amaral de Souza, 28, foi preso ao dar entrada no Hospital e Pronto-Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo.

Já Francisco Marques dos Reis, 48, conhecido como “Max”, foi preso na tarde de quinta-feira, 12, na Rua São Sirino, bairro Monte Pascoal, zona Norte de Manaus. O homem era um policial militar reformado e apontado como líder do grupo.

grupo-exterminio-zona-norte-02O quarteto seria responsável pela morte de quatro pessoas no dia 27 de fevereiro. O crime ocorreu em uma casa localizada na Rua 1, na comunidade Novo Milênio, Bairro Santa Etelvina, zona Norte. Na ocasião, estavam na residência, Edney Sousa dos Santos, 19; Denilson Lobo Rodrigues, 19; Ivan Teixeira Pessoa, 34; Keitiane Nunes Galdino, conhecida como “Mel”, 26; e uma adolescente de 17 anos, a única sobrevivente da chacina, que colaborou com a polícia no repasse de informações.

Ivo Martins explicou que o motivo do crime seria uma disputa de terrenos e Max teria sido contratado para fazer as execuções. “Para conseguir matar todas as pessoas, ele precisou montar uma equipe. Max convidou Rangel, o “Nogueira” e Junior, para participarem no delito.  Ao chegar na casa, o grupo matou Ivan e outras três pessoas que estavam na residência. Quando saíram do local, os homens ainda levaram armas”, disse.

Ainda segundo o titular da DEHS, uma das vítimas, o Ivan, era assaltante, traficante e homicida da capital. O homem era conhecido no mundo da criminalidade e por isso tinha vários parceiros. “Ao tomarem conhecimento do homicídio de Ivan, os companheiros dele tentaram vingar a morte do comparsa. Eles localizaram o Anadú, que era um dos integrantes do grupo de Max. O rapaz foi alvejado com três tiros no bairro Santa Etelvina”, informou o delegado.

Além da chacina, Ivo Martins explicou que a quadrilha de Max estaria envolvida em pelo menos 15 crimes de execução na cidade. “Trata-se de uma organização criminosa, uma espécie de milícia privada, que é acostumada a matar desta maneira. Eles se envolvem sempre em casos de cobrança de terrenos e dívidas, especificamente na área do Monte das Oliveiras e Santa Etelvina, ou seja, zona Norte da cidade. O valor cobrado por cada execução chegava a R$ 5 mil”, disse.

O titular detalhou também que Andréia, a única mulher do grupo, era esposa de Rangel. Além de saber de todos os detalhes dos crimes cometidos pelo companheiro, ela ainda ajudava a quadrilha fazendo contato com os alvos e servia de “isca” para as vítimas. Ela será encaminhada ao Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF).

Na delegacia, a quadrilha passou pelos os procedimentos cabíveis e todos os envolvidos responderão pelo crime de homicídio em atividade típica de grupo de extermínio e organização criminosa. Anadú de Souza, segue internado no Hospital Pronto-Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra Araújo, mas será encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde ele e os outros parceiros permanecerão à disposição da Justiça.

“Nogueira” e Junior, que fazem participaram da chacina, estão foragidos e a equipe de investigação da DEHS continuará as buscas para identificar o paradeiro dos indivíduos.

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