FHC acena com apoio do PSDB a um eventual governo de Marina Silva

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acenou à candidata Marina Silva, do PSB, com um apoio que poderia dar governabilidade a ela em um eventual governo.

Na manhã deste sábado (30), antes da missa de sétimo dia do empresário Antônio Ermírio de Moraes, FHC disse à reportagem que o PSDB poderá entrar na base aliada do PSB, caso Marina seja eleita.

“Deixemos ela ser eleita primeiramente, depois decidiremos”, falou o ex-presidente tucano, após ser questionado sobre o desempenho da candidata nas pesquisas – foto: Wilson Dias/ABR
“Deixemos ela ser eleita primeiramente, depois decidiremos”, falou o ex-presidente tucano, após ser questionado sobre o desempenho da candidata nas pesquisas – foto: Wilson Dias/ABR

“Deixemos ela ser eleita primeiramente, depois decidiremos”, falou, após ser questionado sobre o desempenho da candidata nas pesquisas.

Segundo a última pesquisa Datafolha, publicada na sexta-feira (29), Marina Silva aparece empatada com a presidente Dilma Rousseff, do PT, com 34% das intenções de voto. Em um possível segundo turno, a candidata pessebista venceria com dez pontos de vantagem, com 50% a 40%.

“As pesquisas mostram uma inegável tendência de crescimento da Marina, embora elas representem um quadro momentâneo sobre a eleição”, ponderou.

Desempenho da economia

FHC também comentou sobre o desempenho da economia brasileira no primeiro semestre. Com quedas de 0,2% e 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) nos primeiro e segundo trimestre, o país está tecnicamente em recessão.

“Era previsível o mau desempenho da economia. O governo atual fez a atividade descarrilar”, afirmou.

De acordo com ele, as políticas atuais estão equivocadas, mas não especificou quais decisões tomadas pelo governo levaram a tal quadro. “Mudaram nossa matriz macroeconômica com políticas equivocadas”, afirmou.

Por fim, o ex-presidente comentou a morte do empresário Antônio Ermírio de Moraes. “Infelizmente perdemos um líder do tipo que o Brasil precisa. Não se escondia e opinava sobre o que achava ser possível melhorar. Doou seu tempo a causas sociais, escreveu peças e artigos, sempre de interesse do Brasil”, concluiu Fernando Henrique.

 

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