Familiares de biólogo morto no trânsito fazem manifestação por justiça

Com gritos de “justiça”, apitos e cartazes, um grupo de mais de 50 pessoas realizou uma manifestação, no fim da tarde de ontem, na avenida Maneca Marques, bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul, em protesto pela morte do biólogo Rodrigo Elias da Costa,30, acontecida no último dia 13, na mesma rua depois de uma discussão de trânsito. O grupo era formado por amigos e parentes do biólogo.

O ato teve início no posto Atem, localizado na avenida Maneca Marques, local próximo onde aconteceu a morte de Rodrigo, tratado por familiares e amigos como “Panda”. Depois da saída, o grupo caminhou até a rotatória do Parque do Mindu. Foram ouvidos gritos de “Não foi acidente”, “Chega de Morte” e “Queremos Justiça”. O grupo permaneceu na rotatória e por alguns instantes mostrando os cartazes e fazendo muito barulho com gritos e apitos.

Parte dos motoristas que passavam no local no momento levantavam a mão em sinal de apoio a causa que os manifestantes estavam defendendo, como foi o caso de Gabriel Silva de 19 anos. “Nosso trânsito está muito caótico hoje em dia. Eu trabalho aqui perto e sempre vejo acidentes assim. As vezes bobos, mas que matam pessoas.  Apoio o movimento com toda certeza”, disse.

Depois de contornar a rotatória do Parque do Mindu, o grupo retornou ao posto de onde saiu em caminhada sempre com gritos de “justiça”. Lá ficaram concentrados aguardando o começo da missa de 7o dia de Rodrigo, que estava prevista para acontecer na Igreja Nossa Senhora de Lurdes, como informou uma das organizadoras e amiga de Rodrigo, Rebecca Dantas.

A mãe do biólogo, Elizete Elias foi além e conta com a fé para que a Justiça seja feita. “O motorista está impune, mas da justiça de Deus não vai escapar. A Justiça vai ser feita. Vamos esperar o julgamento. Acabou o sonho do meu filho, estamos sofrendo muito, toda família está, mas temos esperança”, afirmou.

Por alguns instantes, o trânsito esteve lento na rotatória, por conta dos manifestantes que fecharam completamente a via. Já na volta para o posto Atem, apenas uma via de sentido bairro-centro foi usada pelo grupo.  Agentes do Instituto de Engenharia e Fiscalização do Transito (Manaustrans) chegaram já no retorno do grupo e seguiram monitorando a movimentação.

O advogado da família explicou o que está sendo feito pelo caso. “Temos prova testemunhal de que o motorista agiu de forma dolosa,ou seja, teve a intenção de matar por uma discussão banal e irresponsável. Nós queremos agora que o delegado do 23º DIP peça a prisão preventiva do motorista e assim o juiz do tribunal do júri decrete a prisão preventiva. Será apenas nosso primeiro passo”, declarou Wagner Amâncio.

Rebecca disse que tinha uma amizade de 10 anos com Rodrigo e lamentou o ocorrido. “Queremos justiça, não só pela morte do Rodrigo, mas por tantas famílias que perderam parentes e os culpados ainda estão impunes. Isso tem que acabar. A gente espera que as autoridades cumpram seu papel e façam valer a Justiça e que o responsável pela morte do Rodrigo seja preso”, declarou a amiga.
A família informou que Rodrigo deixou uma filha que completou um ano no último dia 16 de janeiro, três dias depois da morte do pai. Ele era formado em biologia e recentemente tinha conseguido uma vaga como professor em um faculdade. Rodrigo se preparava para fazer mestrado.

 Acidente

Rodrigo voltava para casa numa moto Honda de placas OAB-5592,  onde iria almoçar quando já na rotatória do Mindu teria discutido com o condutor não identificado de um Fiat Siena e placas JXK-4201. Segundo testemunhas o condutor do carro perseguiu Rodrigo até as proximidades do posto Atem na avenida Maneca Marques, onde o Siena foi jogado para cima da vítima, que caiu da moto e foi atropelada por outro carro que vinha atrás, um Fiat Uno, de cor azul claro e placas JWF-5209.

 

Matéria: Joandres Xavier
Fonte: Portal Em Tempo

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