Escolas municipais de Manaus estão entre representantes da Região Norte que avaliarão os formulários do Censo Escolar 2018

Representando a Região Norte, o Amazonas tem três unidades de ensino da rede pública de Manaus e uma da estadual incluídas na avaliação dos novos campos dos formulários do Censo Escolar 2018. A amostra para testar o formulário do censo escolar segue até está sexta-feira, 9/6, em todo o País. Cada Estado da região tem sua representatividade. Além do Amazonas, estão sendo avaliados Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina.

O objetivo é testar os novos campos e itens dos formulários que serão usados a partir do próximo ano, além de avaliar a compreensão do usuário quanto alterações de conceitos e nomenclaturas e analisar se os novos itens são compreensíveis e captam a realidade escolar, entre outras metas. Participam quatro escolas, entre públicas e privadas, urbanas e rurais, de cada Estado. Escolas de educação técnica-profissional, indígenas e organizadas por ciclos também fazem parte do teste. No total, 20 escolas estão no processo.

Fotos: Lton Santos / Semed

A Semed contou, nesse processo, com três escolas municipais na zona Rural, sedo duas na área Ribeirinha e uma na Rodoviária. Na segunda-feira, 5/6, foi visitada a unidade Solange Nascimento, na BR 174, Km 05, pelas técnicas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Nesta quarta-feira, 7/6, foi a vez das Escolas Municipais Indígenas Indígenas Kanata T-Ykua, Comunidade Três Unidos, no Rio Cuieiras e Aruwaimi, na Comunidade Terra Preta, no Rio Negro.

A gerente de pesquisa e estatística da  Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e coordenadora Estadual do Censo Escolar, Silvana da Silva Morais, disse que a visita das técnicas é importante para instruir os educadores que realizarão o censo, além de ser um orgulho para o Estado poder participar desse processo em âmbito nacional. “A importância do pré-teste é colocar uma variável que tenha significado para escola, que represente realmente os dados dela e que a escola tenha como provar a existência do que existe na unidade. A inclusão dos campos, muitos selecionados pelos regionais, pelos estados e por outros órgãos do governo federal, é algo pioneiro que o Inep está fazendo”, concluiu.

Para a chefe da Divisão de Informação e Estatística da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e coordenadora municipal do Censo Escolar, Eliete Queiroz Carvalho, é algo significativo para o município de Manaus participar desse processo com três escolas municipais. “Esses itens vão fazer parte do nosso censo de 2018. Nós estamos contribuindo para saber se as questões estão sendo bem elaboradas ou precisam fazer algum ajuste, para que realmente as escolas possam entender o que o MEC está querendo na coleta das informações”, citou.

Visita

As escolas indígenas municipais Kanata T-Ykua, da etnia Kambeba e Aruwaimi, da étnica Baré, foram visitadas pelas técnicas do Inep, Carla Nascimento e Alani Coelho. Para Carla, o contato com os educadores indígenas foi satisfatório para uma boa realização da coleta de dados. “Estamos testando esses formulários juntos com os diretores das escolas ou com quem costuma respondê-los, que são os secretários escolares”, explicou.

O diretor da Escola Indígena Municipal Kanata T-Ykua, Raimundo Cruz da Silva, da etnia Kambeba, afirmou que esse processo é muito importante, principalmente porque vai ajudar no trabalho dos 46 alunos da Educação Infantil e do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. “Alguns questionários nós alteramos e falamos da escola indígena, do planejamento, da gestão participativa, enfim, a importância de ouvir as opiniões de professores e gestores indígenas dentro do censo escolar é muito importante”, disse.

O professor Jeremias da Silva Aleixo, da etnia Baré, da Escola Indígena Municipal Aruwaimi, contou que a presença das responsáveis do Inep e da Semed possibilitam transformações e melhorias no processo educativo desenvolvido na unidade de ensino. “O censo escolar abre um caminho para que nossa escola venha a melhorar. Creio que essas técnicas do Inep nos deram outra visão, algo que era desconhecido, nós sabíamos, porém, faltava melhorar para funcionar bem a escola”, declarou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *