Época detalha delação da propina da JBS e cita Eduardo Braga

O senador Eduardo Braga, do PMDB do Amazonas, foi novamente incluído na lista dos políticos beneficiados por propina de R$ 6 milhões, em esquema de corrupção montado no país pela empresa JBS para a campanha das eleições de 2014.

A citação desta vez é da revista Época, que diz na sua matéria de capa da edição deste fim de semana que teve acesso exclusivo a milhares de documentos e depoimentos dos delatores da JBS.

A reportagem não traz fato novo, no caso de Braga, ao que havia denunciado o lobista Ricardo Saud (hoje colaborador da Procuradoria-Geral da República-PGR) quando estourou a delação da JBS, em maio deste ano.

Foto: BNC

Braga aparece na lista de senadores do PMDB que teria vendido seu apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT) e sua candidata, Dilma Rousseff, na eleição de 2014.

Segundo a Época, o que há de diferente agora é que a PGR tem em mãos um rico acervo com provas e detalhes que foram colhidos nas investigações depois da delação da JBS.

Uma desses detalhes que a reportagem afirma é que o esquema de propina e corrupção da JBS no Brasil é maior até mesmo que o da construtora Odebrecht.

“A JBS comprava sistematicamente políticos de todos os partidos. Não havia critério ideológico; o valor do político era proporcional à sua capacidade de proporcionar benefícios à empresa”, diz a matéria em um dos trechos.

Complementa dizendo que nas campanhas de 2014 “foram beneficiados integrantes de 27 partidos em todos os estados brasileiros”.

“No raciocínio dos irmãos e de alguns de seus executivos, hoje delatores, os pagamentos, seja pelo caixa oficial, seja por empresas indicadas pelos políticos, seja diretamente por meio de dinheiro vivo, eram um investimento por favores futuros ou uma quitação por favores pretéritos”, diz outro trecho da matéria.

Braga é atualmente candidato a governador do estado em eleição tampão ao mandato de José Melo, eleito nas eleições de 2014 derrotando o próprio senador.

Leia a reportagem completa na revista Época, que publica uma parte dela no seu portal.

O senador Eduardo Braga negou as citações na delação da J&F por meio de nota:

“CITAÇÃO NA LAVA JATO É ABSURDA E FALSA”, afirma Braga sobre matéria da Época

O senador e candidato a governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), por meio de sua assessoria de comunicação, afirmou que é “absurda e falsa” a citação do nome dele na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud. J&F é o grupo empresarial que controla a JBS.

Braga teve o nome citado em reportagem da Revista Época desta semana em matéria sobre a delação da JBS. Em relação à Braga, a reportagem não trouxe nenhum fato novo sobre as citações em que o nome do senador já esteve envolvido. O senador teve uma foto publicada em uma das páginas da matéria entre os demais senadores que, segundo a delação da JBS, receberam propina para apoiar a reeleição de Dilma em 2014.

Na nota enviada à revista e ao BNC, Braga afirma que todo dinheiro que entrou e saiu da campanha dele em 2014 foi declarado à justiça eleitoral que aprovou as suas contas.

“A delação de Ricardo Saud é falsa e absurda quando se refere ao senador Eduardo Braga (…) A campanha realizada em 2014 seguiu estritamente a legislação eleitoral, o que inclui o recebimento de doações e pagamentos a fornecedores. A prestação de contas foi aprovada pela Justiça Eleitoral”, afirma trecho da resposta.

Na delação, Saud afirma que pagou propina para um grupo de senadores do PMDB como forma de evitar o desembarque dos mesmos da campanha de reeleição da presidente Dilma.

Naquele pleito, Braga apoiou a reeleição de Dilma e disputou o Governo do Amazonas. Braga foi derrotado por José Melo (Pros), que em maio deste ano foi cassado por compra de votos.

“Eduardo Braga foi um dos principais apoiadores da presidente Dilma Rousseff. Merecedor da confiança e do reconhecimento dela, foi nomeado líder do governo no Senado e ministro de Minas e Energia”, afirma outro trecho da nota indicando o argumento que o senador tem usado para se defender quando questionado sobre a citação.

Braga considera absurda a indicação de recebimento de propina em troca de apoio  porque ele era da base e era fiel à Dilma.

Veja a nota na íntegra:

A delação de Ricardo Saud é falsa e absurda quando se refere ao senador Eduardo Braga. Eduardo Braga foi um dos principais apoiadores da presidente Dilma Rousseff. Merecedor da confiança e do reconhecimento dela, foi nomeado líder do governo no Senado e ministro de Minas e Energia. A campanha realizada em 2014 seguiu estritamente a legislação eleitoral, o que inclui o recebimento de doações e pagamentos a fornecedores. A prestação de contas foi aprovada pela Justiça Eleitoral.

 

Com Informações do BNC Amazonas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *