Entenda alguns dos protestos de 2019

Já chegamos no ano de 2020 e o cenário político ao redor do mundo está de instabilidade, principalmente em Hong Kong. Esta foi a região que mais sofreu com os protestos e as manifestações em 2019. Mas não foi a única, o Brasil também recebeu agitação popular nas ruas das principais capitais brasileiras, e outras partes do mundo. Vamos falar um pouco sobre cada um deles abaixo:

O que foram os protestos em Hong Kong em 2019

A região segue com instabilidade em 2020. Os protestos começaram no final de março de 2019 devido ao projeto de lei da China que iria fazer extradição dos habitantes de Hong Kong para serem julgados na China em caso de crimes, principalmente em questões de liberdade de expressão, esse projeto foi eliminado, mas a instabilidade continua. Os manifestantes querem neste momento a renúncia da atual líder do poder executivo de Hong Kong, Carrie Lam, o qual acreditam ser uma marionete de Pequim, local do centro do governo chinês. Especialistas acreditam que vai ser difícil uma renúncia de Carrie em 2020, já que o governo chinês é mais forte do que as manifestações. Além disso, a China prometeu ainda mais sangue se os protestos continuarem. O maior protesto foi no dia 9 de junho com mais de um milhão de pessoas pelas ruas de Hong Kong.

Alguns dos protestos que aconteceram no Brasil em 2019

O ano de 2019 foi o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, o que veio com um peso da direita no poder após anos de governos esquerdistas. Grande parte dos protestos foram dos movimentos estudantis ao redor do Brasil, os quais ficaram insatisfeitos com a mudança nas verbas destinadas à educação em vários níveis no Brasil, mas principalmente no nível universitário. Além disso, houveram movimentações de ruas devido aos incêndios da Amazônia, juntamente com as políticas ambientalistas do governo atual. Ou seja, os brasileiros se sentiram insatisfeitos com o novo governo e saíram as ruas para reclamarem. Agora em 2020, o Bolsonaro segue para um segundo governo, o qual não se sabe o que se pode esperar. O Brasil segue com um sentimento de falsa estabilidade, já que o novo governo não trouxe todas as mudanças para melhor como se foi esperado.

Mais protestos ao redor do mundo: América Latina, Europa e Oriente Médio

Na América Latina, Chile, Bolívia, Colômbia e Equador tiveram vários protestos e manifestações. Os chilenos fizeram como os brasileiros e saíram as ruas para reclamar do aumento da passagem do transporte público e mostrar a profunda insatisfação com o governo. Os bolivianos tiraram Evo Morales do poder após anos de totalitarismo e esperam por novas eleições. Os colombianos demonstraram um profundo descontentamento com o novo governo de Ivan Duque. E os equatorianos reclamaram do aumento do preço dos combustíveis.

Na Europa, os franceses protestaram e ficaram famosos no mundo inteiro com o nome de “coletes amarelos” contra o aumento do preço dos combustíveis. Na Espanha, os habitantes da Catalunha querem se separar, e prometeram mais protestos em 2020. Na Itália, os sardinhas, como os romanos italianos ficaram conhecidos, reclamam do governo de extrema-direita.

No Oriente Médio, as agitações populares foram históricas, os iraquianos saíram as ruas depois de anos após a queda de Saddam Hussein para exigir melhorias no governo, e os egípcios fizeram o mesmo contra o governo ditatorial de Abdel Fatah al-Sisi, no poder desde 2013. E os iranianos, assim como os franceses, também reclamaram do aumento do preço dos combustíveis.

Todos esses movimentos mostram a profunda insatisfação da população de diferentes partes do mundo em relação aos seus governos. O ano de 2020 promete ainda mais protestos.

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