Crise na Venezuela: mais de 2 milhões podem deixar o país em 2019

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de milhões de venezuelanos podem se juntar aos números de imigrantes e refugiados em 2019,elevando, assim, o total R$ 5,3 milhões, enquanto o colapso no país continua.

Segundo Eduardo Stein, cerca de 5 mil venezuelanos fogem de sua terra natal diariamente, menos do que o pico de 13 mil de agosto. Stein é representante especial conjunto do alto comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Stein descreveu a cifra de dois milhões como uma estimativa de custo para imigrantes e refugiados rumando para países vizinhos nos próximos 14 meses que precisarão de ajuda.

“A região tinha que responder a uma emergência que em algumas áreas preocupantes foi quase semelhante a um grande terremoto. De fato estamos enfrentando um terremoto humanitário”, disse ele em um boletim à imprensa.

Os estados de Roraima e Amazonas são as portas de entrada de imigrantes venezuelanos no Brasil desde 2017. Na semana passada a ONU apelou por 738 milhões de dólares em 2019 para ajudar os vizinhos da Venezuela a lidarem com o influxo de milhões de imigrantes e refugiados que“não têm perspectiva de voltar no curto para médio prazo”.

Cerca de 3,3milhões de venezuelanos já fugiram da crise política e econômica em casa, a maioria a partir de 2015, disse o Acnur. Aproximadamente 365 mil deles pediram asilo, disse o representante dos refugiados da ONU,Filippo Grandi.

“As razões de estas pessoas partirem vai da pura fome à violência e à falta de segurança. Nós do Acnur acreditamos que muitas têm razões válidas para buscarem proteção internacional”, afirmou.

A Colômbia já acolheu um milhão de cidadãos venezuelanos, e a maioria dos outros foi para Brasil, Equador e Peru.

Na quinta-feira um grupo bipartidário de senadores norte-americanos propôs conceder um status de proteção temporária a imigrantes venezuelanos nos Estados Unidos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, atribui os problemas econômicos de sua nação a sanções financeiras dos EUA e a uma “guerra econômica” liderada por adversários políticos.

O plano de auxílio da ONU, apresentado a doadores nesta sexta-feira, visa ajudar os venezuelanos a se tornarem contribuintes produtivos em seus países de acolhida,disse Antonio Vitorio, diretor-geral da OIM.

*Com informações da Reuters 

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