Bolsonaro diz que acredita na ciência ao falar de aquecimento global, mas critica países europeus

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que acredita na ciência ao ser questionado sobre a existência do aquecimento global, mas criticou a preservação de florestas pelos países europeus, muitos dos quais fazem dura defesa de acordos sobre mudanças climáticas.

“Eu acredito na ciência e ponto final. Agora o que que a Europa fez para manter as suas florestas, as suas matas ciliares? O que que eles fizeram? Querem dar palpite aqui?”, indagou Bolsonaro.

Bolsonaro, que disse no fim de outubro que não retiraria o Brasil do Acordo de Paris após ter ameaçado fazê-lo durante a campanha presidencial, reiterou que a fiscalização ambiental em seu governo mudará em relação ao modelo de hoje, que criticou duramente.

Também pontuou que as atuais políticas para indígenas e para o meio ambiente não trabalham em prol do Brasil, mas respondem a interesses de fora do país.

“Sou defensor do meio ambiente, mas dessa forma xiita, como acontece, não. Não vou admitir mais Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Essa festa vai acabar”, disse.

A jornalistas, ele afirmou ter recebido uma multa de 10 mil reais do Ibama por evento registrado “numa hora e dia onde eu tinha botado o dedo no painel de votação em Brasília”.

“Estou na iminência de entrar na dívida ativa. Vou pagar essa multa? Vou. Mas eu sou uma prova viva do descaso, da parcialidade e do péssimo trabalho prestado por alguns fiscais do Ibama e ICMBio”, afirmou.

 

Bolsonaro disse ainda que o comando do ministério do Meio Ambiente não foi definido e que está tendo dificuldade para bater o martelo em meio aos nomes “muito bons” que analisa.

Sobre a configuração da Esplanada, destacou que o número atual está em 20 ministérios e que “vai ficar mais ou menos por aí”. Antes, chegou a falar em 17 pastas como teto. Neste sábado, apontou que, de qualquer forma, o retrato final será mais enxuto que o de hoje.

Militares

O presidente eleito também defendeu a aprovação no Congresso de medida provisória sobre reestruturação da remuneração dos militares das Forças Armadas.

“O parlamento, juntamente com o Senado, tem que votar a Medida Provisória 2.215 de modo que nós tenhamos uma lei de remuneração que nos atenda e reconheça o valor dos integrantes das Forças Armadas”, afirmou.

Ele se disse contrário, contudo, à Proposta de Emenda à Constituição 300, que define que o piso salarial dos policiais civis e militares e dos bombeiros seja estabelecido por uma lei federal, com concomitante criação de um fundo para ajudar Estados a arcar com os valores.

Segundo Bolsonaro, essa dinâmica é vedada pela Constituição, já que os Estados é que devem pagar os salários dos servidores estaduais.

 

 

Com informações da Reuters

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