Área da Matriz é liberada depois de paralisação de ônibus no Centro da cidade

Paralisação começou no Terminal da Matriz. Pedro Carvalho, superintendente da SMTU, classificou o ato como ‘vandalismo comandado por Givanci Oliveira’.

Manaus – Pouco mais de três horas depois que uma liminar determinou a saída de Givanci Oliveira do comando do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, parte da categoria paralisou suas atividades em Manaus, prejudicando a população que depende do transporte público.

manausA paralisação iniciou no Centro de Manaus, no Terminal da Matriz, e segundo o  Instituto Municipal de Trânsito (Manaustrans), foi liberada às 15h. As avenidas Djalma Batista, Constantino Nery, e principais vias central como a Epaminondas, também foram afetadas pela paralisação dos rodoviários.

No total, 120 linhas de ônibus de todas as empresas da cidade passam pelo Terminal da Matriz.

O superintendente municipal de Transportes Urbanos, Pedro Carvalho, classificou a paralisação como um ato de vandalismo e atribuiu a responsabilidade da mesma a Givanci Oliveira. “Esse ato de  vandalismo está sendo organizado pelo Givanci, pois ele não se conforma de ter saído da presidência do sindicato. Mas já estamos com fiscais nas ruas para tentar normalizar a situação”, afirmou Pedro Carvalho.

Josildo Oliveira, que era diretor do sindicato até o cumprimento da liminar na manhã de hoje, informou que não sabia da paralisação e atacou Pedro Carvalho. “Estamos no escritório do sindicato para resolver situações com a nova gestão. Esse secretário (Pedro Carvalho) não sabe de nada, ele está falando besteira quando afirma que estamos coordenando esse manifesto”, disse.

Revolta

Revoltados, os usuários começaram a jogar pedras nos ônibus e até em carros que circulavam na área central. “Se essa situação não melhorar, vamos fazer igual São Paulo e tacar fogo nos ônibus”, disse o universitário André Aquino, 20.

De acordo com testemunhas, foi Givanci que entrou em um coletivo e tirou a chave para que o motorista não continuasse a rota. “Ele vem, para tudo e, agora quer liberar os ônibus, mas vamos ter que pagar outra passagem. Isso é uma vergonha e uma humilhação com a população que já está cansada de tanta greve”, disse Rodrigo Mateus, 22.

Os técnicos das empresas foram chamados para levar os ônibus para garagem, mas os usuários não permitiram. A Força Tática foi acionada para controlar a situação.

Mudanças no trânsito

Por conta da paralisação no Centro, a Polícia Militar e agentes do Manaustrans estão orientando os condutores sobre os desvios de rota para desafogar as vias principais. Os coletivos que vierem pela Avenida Getúlio Vargas estão desviando pela Avenida Tarumã, para retornar ao bairro.

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