Álvaro Campelo acompanha Comitiva de Direitos Humanos no Compaj

Uma comitiva formada pelos membros da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputados estaduais, Álvaro Campelo e Dermilson Chagas (Progressistas) e pelos deputados federais José Ricardo (PT/AM), Hélder Salomão (PT/ES), da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, e componentes da Ouvidoria do Departamento Penitenciário Nacional, estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira (06), com o secretário-executivo da Seap, tenente-coronel André Luiz Gioia, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), para inspecionar e avaliar a atual situação do sistema prisional no Amazonas.

De acordo com secretário-executivo da Seap, tenente-coronel André Luiz, algumas medidas devem ser tomadas para a melhoria do sistema. “Hoje, estamos no auxílio da gestão, mas acredito que podemos fazer muito mais, até pela própria segurança dos detentos. Por exemplo, poderia ser transferida a responsabilidade do translado desses presos para o Estado”, afirmou Gioia.

Segundo o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia do Amazonas (CDH/Aleam), deputado estadual Álvaro Campelo, o resultado da inspeção será transformado em um relatório técnico, que será entregue ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e outras autoridades competentes, para que sejam adotadas contra as facções criminosas e o aperfeiçoamento do sistema prisional. “Nosso objetivo é contribuir com a indicação de medidas efetivas que evitem um novo massacre e melhorem a atual política prisional do Estado”, disse Campelo.

Mortes em presídios

No dia 26 de maio, 15 presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, foram mortos no interior do presídio. Na segunda-feira (27), outros 40 presos foram mortos na mesma unidade e em outros três estabelecimentos prisionais da capital: Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat); Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) e Unidade Prisional do Puraquequara (UPP).

Reforço federal

Após o massacre, o governo federal decidiu enviar um reforço de segurança ao Amazonas, a pedido do Estado. A Força-tarefa de Intervenção Penitenciária servirá para reforçar a atuação dos agentes carcerários. O Amazonas já tem a presença da Força Nacional de Segurança, que atua no policiamento ostensivo e no entorno das penitenciárias.

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