Amazonas téra menos voos comerciais no mês de maio
O setor aéreo brasileiro registrou a suspensão de aproximadamente 2 mil voos programados para o mês de maio, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O Amazonas encabeça a lista de estados mais penalizados, com uma redução de 17,5% em sua malha aérea. O ajuste das companhias focou em rotas menos rentáveis, preservando destinos lucrativos como o eixo Rio-São Paulo e Brasília.
Além do Amazonas, outras unidades da federação sofrem com cortes expressivos, como Pernambuco (-10,5%), Goiás (-9,3%) e Pará (-9,0%). As empresas justificam a medida pelo reajuste de 54% no preço do querosene de aviação em abril, o que gerou um efeito cascata de passagens mais caras, aeronaves superlotadas e escassez de horários.
Impacto severo no interior Amazonense
O isolamento geográfico torna a aviação regional um serviço essencial para os municípios mais distantes do estado. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) alertou que cidades como São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Eirunepé são as mais castigadas pela falta de regularidade e pelo cancelamento de rotas. Para o parlamentar, a penalização desses locais reflete uma falta de compromisso das empresas com o direito de locomoção de quem vive na região.
Articulação política e proposta de “Céus Abertos”
Diante do cenário de abandono da aviação regional, medidas estão sendo articuladas junto ao governo federal para mitigar os impactos. O senador informou ter acionado a Secretaria Nacional de Aviação Civil e o Ministério de Portos e Aeroportos em busca de soluções que garantam o atendimento ao interior.
Uma das alternativas defendidas no Congresso Nacional é a implementação de um modelo de “céus abertos” (open sky) exclusivo para a Amazônia Legal. A proposta visa:
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Ampliar a concorrência: Permitir a operação de companhias estrangeiras em rotas internas na região.
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Aumentar a oferta: Garantir que voos nacionais e regionais cheguem a áreas onde hoje o custo é proibitivo.
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Reduzir preços: Estimular a queda no valor das passagens por meio de um mercado mais aberto.
Para as lideranças políticas locais, a resposta precisa ser imediata, visando restabelecer a conectividade de cidades que dependem quase exclusivamente do modal aéreo para saúde, comércio e transporte de passageiros.
