Votação de recursos contra Adail Pinheiro volta a ser adiada no AM

Prefeito está preso suspeito de exploração sexual de crianças e adolescentes.
Recursos devem retornar à pauta na próxima semana no TJAM.

O Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) voltou a adiar a votação de recursos da defesa do prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro (PRP), prevista para acontecer na manhã desta terça-feira (1º). Adail está preso em Manaus sob suspeita de comandar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes no município. Em um dos pedidos, os advogados pedem a saída do desembargador Rafael Romano da relatoria do processo. Os recursos devem retornar à pauta na próxima semana.

Prefeito continua preso em Manaus
Prefeito continua preso em Manaus

No primeiro recurso, os advogados pedem a suspensão dos pedidos de prisão preventiva de Adail Pinheiro decretados pelos desembargadores. A decisão foi adiada porque o desembargador Aristóteles Thury pediu vistas do processo. O magistrado alegou que precisa de mais tempo para formular um posicionamento sobre o caso. A votação havia sido adiada no dia 18. O processo, que apura o envolvimento do prefeito no favorecimento à prostituição, tramita em segredo de justiça e é de origem da 2ª Vara de Coari.

Outro recurso contra uma denúncia-crime foi adiado por um pedido da defesa. O advogado de Adail, Alberto Simonetti, se mostrou impossibilitado de fazer sustenção oral devido à presença de público no plenário, que acompanhava nesta terça a eleição para presidência do Tribunal. Em decorrência da tramitação em segredo de Justiça, a defesa pediu adiamento. O o desembargador João Mauro Bessa ainda tentou argumentar, mas o pedido acabou sendo aceito. O recurso deveria ter sido julgado no dia 25 deste mês, no entanto, foi adiado por pedido de vista do desembargador.

O terceiro caso é referente ao conflito de competência para a escolha do relator que vai analisar as acusações contra o prefeito sobre exploração sexual. A defesa pede a saída de do desembargador Rafael Romano por ele ter sido o primeiro magistrado a movimentar o processo ainda na fase de investigação.

Durante a sessão desta terça, a desembargadora Socorro Guedes pediu vistas do processo depois que a defesa de Adail se mostrou impossibilitada de fazer alegações devido à presença de pessoas no plenário. Para a desembargadora, o adiamento de uma semana não deve atrapalhar o andamento do processo.

Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas, tramitam na Justiça estadual seis processos contra Adail relacionados à exploração sexual e favorecimento à prostituição infantil.

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