Suely entrega o cargo e intervenção federal em Roraima começa amanhã e vai até 31 de dezembro

O governo federal deverá publicar, na segunda-feira (10), decreto autorizando a intervenção em Roraima, válido até 31 de dezembro, segundo informações do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen, divulgadas neste domingo pela Agência Brasil.

Etchegoyen participou de reunião, em Brasília, no sábado com o presidente Michel Temer e os conselhos de Segurança Nacional e Defesa Nacional. A governadora Suely Campos (PP) será afastada do cargo e o governador eleito, Antonio Denarium (PSL), que deveria tomar posse no início do próximo ano, assumirá como interventor. Denarium pediu prorrogação da intervenção por mais 60 dias (até fevereiro de 2019) no sistema prisional do Estado, segundo a agência.

Temer havia anunciado na noite de sexta-feira (7) que tinha acertado um acordo com a governadora de Roraima para permitir a intervenção diante da crise financeira e de segurança vivida pelo Estado.

Com dificuldades financeiras, Roraima tem recebido um grande fluxo de venezuelanos que deixam seu país natal por causa da grave situação econômica e social, o que vinha pressionando os serviços públicos do Estado.

Pelo texto do decreto a ser publicado, “o interventor fica subordinado ao presidente da República e não está sujeito às normas estaduais que conflitarem com as medidas necessárias à execução da intervenção”.

A governadora de Roraima, Suely Campos estava em Brasília e retornou na noite de sábado (8), para Boa Vista. Em nota oficial, ela assinalou que a decisão, que culminou na intervenção federal com a escolha de Denarium, foi conjunta. Na noite de ontem, Suely reuniu-se com todo seu secretariado para orientar que não deve haver nenhum tipo de resistência e adiantou que “vai entregar as chaves do Estado oficialmente” nesta segunda-feira (10).

Suely Campos foi eleita em 2014. Ela assumiu o lugar do marido, Neudo Campos, na disputa duas semanas antes da eleição naquele ano. Neudo cumpre prisão domiciliar em Boa Vista desde setembro de 2016. O ex-governador foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão por envolvimento no esquema de desvio de verbas públicas conhecido como “escândalo dos gafanhotos”, que consistia no cadastramento de funcionários “fantasmas” na folha de pagamento do Estado e do Departamento de Estradas e Rodagem de Roraima (DER/RR), para a distribuição dos salários a deputados estaduais e outras autoridades em troca de apoio político.

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Reuters e Roraima Em Tempo

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