Subcomandante-geral da PM entrega cargo após anúncio de cortes no salário de militares

Coronel Ricardo Brandão assumiu o cargo em dezembro de 2016 (Foto: Aline Nascimento / G1)

Coronel disse, em nota, que a decisão é motivada pela forma como os militares do estado vem sendo tratados pelo governo estadual.

Em nota divulgada na internet, o subcomandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Ricardo Brandão informa que apresentou requerimento pedindo exoneração da função.

Coronel Ricardo Brandão assumiu o cargo em dezembro de 2016 (Foto: Aline Nascimento / G1)

O pedido vem logo após o anúncio de corte do salário dos policiais militares e bombeiros, feito pelo governo do estado. O G1 tentou falar com o coronel, mas não teve resposta. A Polícia MIlitar confirmou que é dele a autoria da nota. O governo do estado também foi procurado e disse que não vai se posicionar sobre a decisão do coronel.

Brandão diz que a decisão é “motivada pela forma como os militares estaduais foram tratados nestas duas últimas decisões que impactaram diretamente a renda dos mesmos, bem como pela maneira como transcorreu a discussão sobre a questão do realinhamento e horizontalidade da carreira militar estadual”.

Ele também alega desgaste com a Secretaria de Segurança Pública do Acre pela forma como a PM é ‘tratada’. Brandão estava no cargo desde dezembro de 2016. Antes, ele foi secretário-adjunto de Integração Operacional da Segurança Pública.

A partir do ano que vem, os bombeiros e policiais militares do Acre devem receber menos. Segundo o governo do Acre, essa decisão atende uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE). Com isso, os salários desses profissionais vão sofrer cortes entre R$ 91 e R$ 321 e até R$ 800 na sexta parte, que é garantida aos servidores públicos que cumpriram 25 anos de serviços efetivos prestados.

Confira a integra da nota:

Em respeito a todos os integrantes de nossa Corporação e aos seus familiares, informo que hoje apresentei requerimento solicitando minha exoneração da função de subcomandante geral da PMAC.

Esta decisão é motivada pela forma como os militares estaduais foram tratados nestas duas últimas decisões que impactaram diretamente a renda dos mesmos. Bem como pela maneira como transcorreu a discussão sobre a questão do realinhamento e horizontalidade da carreira militar estadual.

Não questiono as decisões tomadas pela equipe de governo, mas sim a forma como temos sido tratados.

Reconheço o respeito e boa vontade do governador para com os militares, mas no conjunto da obra tenho dificuldades com relação ao tratamento dado coletivamente aos militares, que tanto se dedicam na defesa do Estado e de nossa sociedade.

A outra motivação decorre do desgaste natural que tenho tido com a SESP, simplesmente por ter uma visão crítica sobre a forma com que tratam nossa Instituição. Esse desgaste também decorre da defesa que faço da Polícia Militar, sempre de maneira muito sincera e transparente. Pois, entendo que toda a carga de combate à violência e criminalidade não pode ser atribuída tão somente ao policiamento ostensivo e as operações.

Agora e mais do nunca a sociedade, as instituições e nossos militares precisam de uma polícia militar forte, integra e comprometida em bem servir a sociedade e ao Estado, e não uma polícia a serviço de interesses políticos. Podemos pagar um preço alto por isso, em um futuro próximo.

Por fim, ressalto que não tenho cor partidária. Sirvo a Polícia Militar e a nossa sociedade e o faço de maneira firme sempre defendendo os princípios e preceitos morais que regem a vida dos militares estaduais.

Precisamos nos unir de maneira coerente, sensata e respeitosa em defesa de nossa instituição, de nossos familiares e da nossa sociedade.

Que Deus abençoe a todos e Feliz 2018.

 

Com Informações do G1 Acre

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