Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

(Jo 6, 51-58)

Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.

Celebrar hoje a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é um modo por que a Santa Madre Igreja nos convida a renovar a nossa fé na presença real e substancial de Nosso Senhor no sacramento do seu divino amor. E, ao fazê-lo, não apenas estreitamos os vínculos que nos unem como uma só Igreja, cimentada na única e verdadeira fé católica, apostólica e ortodoxa, mas também cumprimos o desejo de Nossa Senhora de Fátima de que, obedientes à palavra de Cristo e aos mandamentos da Lei de Deus, mantivéssemos sempre viva em nosso coração a chama da fé eucarística e oferecêssemos à Santíssima Trindade em reparação das ofensas contra Nosso Senhor, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade que Ele mesmo torna presentes em todos os sacrários da terra. Disto se vê como o nosso amor à Eucaristia tem, de fato, o poder de reinstalar no mundo a desordem que o pecado nele introduz. Pois o que é desagravar os ofensas com que dia após dia é ultrajado o amor de Deus senão reparar, quanto nos for possível, a honra divina e oferecer a Cristo, dentro de nossas capacidades, o afeto, o carinho, a caridade e a gratidão a que Ele tem todo o direito? Com o coração humilhado, aproximemo-nos hoje do Santíssimo Sacramento, fonte preciosa de que haurimos as graças que nos foram merecidas no Calvário, para nele adorar a Cristo, reparar as ofensas lançadas à sua Sagrada Face e receber, conscientes de nossa indignidade, o alimento espiritual que nos proporcionam o Corpo e Sangue do nosso Redentor. Que a nossa comunhão possa hoje, pelos atos de amor que ela nos inspirar, servir à conversão de muitos pecadores, a começar por nós mesmos.

 

 Fonte: Padre Paulo Ricardo

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