Rodoviários em Manaus voltam a paralisar ônibus do transporte coletivo

Esta é a terceira paralisação em menos de 24h. Sinetram diz que ato é irregular.

Motoristas do transporte coletivo voltaram a paralisar as atividades nesta quinta-feira (22). Na tarde de quarta e nesta manhã, eles já haviam paralisado o transporte de passageiros e prejudicado mais de 15 mil pessoas, conforme o Sindicato das Empresas de Transportes de passageiros do Estado Amazonas (Sinetram).

Segundo o Sindicato, a paralisação é irregular, pois uma liminar concedida pela Justiça na segunda-feira (19) garantia o funcionamento normal das atividades por pelo menos uma semana.

Paralisação teve início no fim da manhã (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)
Paralisação teve início no fim da manhã (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

Os ônibus da empresa Líder foram estacionados em uma rua da Zona Leste da cidade por volta das 10h45.

Motoristas e cobradores, que não quiseram ser identificados, disseram ao G1 que a paralisação é independente do Sindicato dos Rodoviários, entretanto, duas funcionárias contaram que os motoristas foram orientados a não circular com os ônibus e que a orientação teria sido dada por membros do Sindicato. O G1 tentou contato com o Sindicato dos Rodoviários, mas não obteve sucesso.

Reajuste salarial, atraso de vale-alimentação e falta de segurança estão entre as motivações da interrupção das atividades.

“O dono dessa empresa é um ditador, ele não quer conversa, não tem acordo. A gente não pode se identificar porque senão sofre represália, é demitido. Tem Jovem Aprendiz trabalhando além das quatro horas, os 10% de reajuste que era para ter sido pago em maio ainda não veio, nosso vale [alimentação] está há dois dias atrasado. Fora que não tem segurança e os funcionários são desrespeitados. O 447 e o 449 vivem sendo assaltados e ninguém faz nada”, afirma um dos motoristas.

Outra queixa é o pagamento por meio de uma financeira com apenas quatro caixas para saque. Eles pedem que o pagamento seja feito por uma agência bancária.

Nas paradas de ônibus, passageiros reclamam da situação. “Eles não avisam, só param. Eu acho que ninguém manda mais nessa cidade do que eles. Nunca vi classe para pedir tanto aumento quanto eles. Eu sou formada e não tenho tanto ajuste salarial assim”, reclama a assistente social Rosana Mediva, de 27 anos.

 

Com Informações do G1 Amazonas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *