Prefeitura cumpre desocupação do Conjunto Cuniã em Porto Velho

Desocupação do Conjunto Cuniã ocorreu na manhã desta segunda-feira (21) em Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

Ao todo, 67 famílias ocupavam os prédios de maneira irregular desde 2012. Alguns moradores terão direito a auxílio moradia de R$ 200, segundo Semasf.

As 67 famílias que moravam no Conjunto Cuniã, localizado na Avenida Vieira Caúla, ocupado de maneira irregular desde 2012, deixaram o local após desocupação realizada através de ordem judicial em Porto Velho. Boa parte dos moradores deixaram o local ainda no domingo (20), mas 10 famílias permaneciam e tiveram apoio da prefeitura para saírem nesta segunda, 21.

Desocupação do Conjunto Cuniã ocorreu na manhã desta segunda-feira (21) em Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

De acordo com a secretária municipal de Regularização Fundiária e Urbanismo, Marcia Luna, das 67 famílias que residiam no local, poucas permaneceram. “Nós encontramos só 10 famílias, a maioria já foi embora, porque essa desocupação já estava prevista e a prefeitura deu apoio às famílias que já estavam no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida para se mudarem”, informou Márcia.

A secretária informou ainda os motivos da desocupação das famílias. “Essa desocupação ocorreu pois há risco desse conjunto desmoronar por problemas estruturais. E o segundo motivo é a necessidade de prestar contas, pois foi gasto mais de R$ 3 milhões no que já foi construído. Agora precisamos saber se a prefeitura continua a obra ou se vai ser demolido”, disse Márcia.

Conforme o secretário municipal de Assistência Social e Família, Claudinaldo Leão, as famílias retiradas serão avaliadas e podem receber um auxílio moradia. “Nós iremos fazer uma avaliação para incluir essas famílias no auxílio moradia no valor de R$ 200, que pode ser de três meses a seis meses dependendo de cada caso. E depois outras famílias serão apoiadas, pois se eles continuarem assim não há como a secretaria bancar”, afirmou Rocha.

A auxiliar de serviços gerais, Maria Aparecida, chorou ao ter que levar os móveis do apartamento em morava. “Há seis anos eu moro aqui, então eles vieram dia três de agosto e nos falaram que íamos ter que sair, nos falaram também sobre auxílio aluguel ou moradia, mas até agora eu não recebi nada, somente um caminhão baú. Agora eu terei que dividir aluguel com uma amiga e vou ter que trancar minha faculdade, pois de uma hora para outra eu terei que pagar por um lugar para morar”, desabafou a ex-moradora do Conjunto Cuniã.

O arquiteto da Defesa Civil Municipal, Cristóvão Antero, esteve com uma equipe no local para acompanhar a desocupação. “A Defesa Civil está acompanhando as ações para saber se está sendo realizado de maneira correta, para que não aja nenhum dano, porque ninguém sabe como está a estrutura, se há risco de desabar, por isso é importante a interdição do local”, informou Antero.

Após a desocupação, o local será vistoriado pela Secretaria Municipal de Obras (Semob) que irá definir o destino dos prédios. “Agora a gente precisa avaliar os locais e será da responsabilidade da Semob que assume e deverá, buscar o laudo para saber se obra continua ou será demolida”, finalizou Márcia.

Além da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Urbanismo (Semur), a Secretaria Municipal de Assistência Social e Família (Semasf), a Polícia Militar, a Defesa Civil estiveram presentes para ajudar na mudanças dos moradores que permaneciam no local.

 

Com Informações do G1 Rondônia

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