Porto Velho já registrou 564 casos de malária em 2017

Lago ao redor de casas do Bairro Novo é considerado como criadouro de mosquitos, segundo Semusa (Foto: Hosana Morais/G1)

Bairro Novo, com 71 casos, é o bairro mais atingido em Porto Velho. A Zona Rural também registrou 172 casos da mesma doença.

De janeiro até o dia 15 de agosto já foram registrados 564 casos de malária em Porto Velho. De acordo com a Secretária Municipal de Saúde (Semusa), o bairro mais afetado pela doença na capital é o Bairro Novo, localizado em uma área que está passando por urbanização. Com um lago próximo, o local se tornou um criadouro do mosquito transmissor.

Lago ao redor de casas do Bairro Novo é considerado como criadouro de mosquitos, segundo Semusa (Foto: Hosana Morais/G1)

De acordo com a Gestora do Núcleo de Diagnóstico em Malária da Semusa, Maria do Socorro, na terça (15) foram notificados 11 casos só desse bairro. “Entre junho até agosto é que os casos começam a emergir devido a seca, as pessoas começaram a procurar a Unidade de Pronto Atendimento da Zona Sul e Leste e também o Centro de Medicina Tropical em Rondônia (Cemetron) e a maioria são do Bairro Novo”, relata.

A gestora afirma que o combate começou no início do mês, já que o criadouro foi descoberto. “Na quarta (16), o fumacê esteve no bairro durante a noite e a madrugada, o objetivo é matar as larvas. Estamos trabalhando desde o início do mês devido a grande demanda. Descobrimos que os lagos em volta do Bairro Novo são os criadouros dos mosquitos”, disse Maria.

A professora de Língua Portuguesa, Juliana Oliveira, teve dois casos na família, a prima e o filho, ela mora no Bairro Novo. “Minha prima foi a primeira a ficar doente, foi medicada por três dias e liberada com diagnostico de enxaqueca. Só depois é que ela fez o teste pra malária que deu positivo, e pôde ser tratada. Alguns dias depois meu filho teve os mesmos sintomas e fomos para o Cemetron e ao fazer o exame, deu positivo. Agora usamos repelente em casa, tenho medo do meu outro filho ser contaminado”, contou Juliana.

Para conscientizar a população, a Semusa tem distribuído panfletos explicando sobre a transmissão da doença, locais de possíveis criadouros e demais informações. “Aconselhamos as pessoas a usarem repelente, fechar as portas e janelas a partir das 17h, usar cortinados, telas nas janelas, evitar ficar nas pracinhas dos bairros até tarde, para evitar ser infectado pelo mosquito transmissor”, explica Socorro.

Dados
Do dia 1° de janeiro ao dia 15 de agosto foram registrados 564 testes positivos para malária. Na Zona Peri Urbana os maiores casos são no Bairro Novo, com 71 casos e na Bacia Leiteira com 92, na Zona Rural os distritos de Jaci-Paraná, Nova Mutum e o assentamento Santa Rita e regiões adjacentes já registraram 172 casos, somente este ano.

 

Com Informações do G1 Rondônia

Be the first to comment on "Porto Velho já registrou 564 casos de malária em 2017"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*