O pão francês terá um reajuste de 12% á 15% no preço a partir desta terça-feira (7), segundo anunciado pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Amazonas (Sindpan-AM), Williams Teixeira. Segundo ele, o aumento se justifica pelo encarecimento dos custos de produção, devido à alta do dólar, da energia e dos impostos.

O preço do quilo do pão francês deve variar entre R$ 14,79 e R$ 17, conforme custos de cada estabelecimento comercial onde é vendido.

Para o presidente, o valor unitário do produto deve ser calculado pelo peso e, corresponder o valor da grama, que varia de 45 à 50 gramas por unidade.

“Não há como monitorar o preço aplicado por estabelecimento. Cada padaria tem uma cultura de acordo com a clientela, que prefere comprar por unidade, em vês do quilo. Além dos custos que são diferentes”, disse, acrescentando que, “às vezes, nos bairros, esse preço é menor devido à informalidade do estabelecimento”.

Williams Teixeira explicou que não houve alteração no preço do pão francês desde março de 2013, no entanto, a farinha de trigo que abastece os estados do Amazonas e do Pará são 100% importadas dos Estados Unidos, o que influencia diretamente o preço com a variação cambial do dólar. A Argentina e o Paraguai também são responsáveis por quase 60% do estoque no país. Somente o Paraná e o Rio Grande do Sul produzem a farinha de trigo no Brasil.

Ainda conforme Teixeira, devido à distância e a logística da região Norte, mesmo o valor do trigo nos EUA sendo mais caro, o frete se torna mais barato, o que diminui os custos e justifica a importação.

Outros componentes da produção do pão, como açúcar, fermento, melhorador e margarina sofreram aumento forçado pela moeda norte-americana. “A evolução do dólar bastante amplo, reflete diretamente na planilha de custos e não há como não repassar esse valor ao consumidor”, explicou.

O presidente destacou também que as panificadoras são responsáveis por 850 mil empregos diretos no país. “Mesmo um pequeno empresário precisa de no mínimo sete  funcionários para sua produção. As grandes panificadoras possuem até 200 empregados”, completou.

“Para o consumidor, vale lembrar que qualquer estabelecimento que comercialize o pão francês precisa ter o cartaz informativo do preço e peso do quilo, mesmo os que vendem por unidade. O tamanho da letra e a balança acessíveis ao cliente são outros fatores a serem observados nos estabelecimentos que comercializam o pão francês”, esclareceu  a diretora do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem- AM) Naíza Monteiro.

 

Matéria da Conceição Melquíades  do Portal EM TEMPO

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