O presidente do Egito declara três meses de estado de emergência

Equipe inspeciona o local de uma explosão ocorrida em uma igreja copta em Tanta, no Egito (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

Medida excepcional é tomada depois de atentados em duas igrejas neste domingo, que mataram 44 pessoas, e às vésperas de visita do Papa Francisco.

Equipe inspeciona o local de uma explosão ocorrida em uma igreja copta em Tanta, no Egito (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, anunciou na noite deste domingo que o país ficará em estado de emergência por três meses, depois dos atentados com explosivos contra duas igrejas coptas – igreja cristã nacional do país. Os ataques deixaram pelo menos 44 mortos durante as comemorações do Domingo de Ramos, que marca o começo da Semana Santa. Os coptas representam 10% da população do Egito e são o maior grupo cristão do país.

“Há uma série de procedimentos a seguir: em primeiro lugar, um estado de emergência de três meses”, declarou o presidente, acrescentando que a medida será tomada para “proteger” e “preservar” o país. O anúncio foi feito em uma entrevista coletiva no palácio presidencial do Cairo, algumas horas depois do duplo ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

Segundo a Constituição egípcia, o chefe de Estado ainda deve submeter essa medida ao Parlamento, que tem uma semana para se pronunciar. O grupo político do presidente domina o Legislativo. Al-Sissi dirige o país com mão de ferro desde a queda em 2013 do islamita Mohamed Mursi, que foi o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito.

Os ataques deste domingo acontecem vinte dias antes da visita do papa Francisco ao Egito, que está marcada para os próximos dias 28 e 29 de abril, a primeira viagem do pontífice argentino ao Oriente Médio.

 

Com Informações das Agências Internacionais

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