Não era amor

Reprodução Internet

Ele chegou tão certo do que queria

Era como se estivesse esperando há muito tempo por aquele momento

Não hesitou

Proclamava aos ventos: É ela!

E, eu ali, sem entender direito

Duvidando da tal certeza

É, coração não se engana

Ou se engana?

Antes mesmo do primeiro passo ele já estava “completo”

“Inteiro” em cada canto

Fez-se presente até onde não era permitido entrar

Controlou até mesmo a tríade de direitos

Duvidei desse amor reinventado

Tinha alguma coisa distorcida

Mas desprezei a intuição

Não olhei os sinais

Apaixonei-me até a medula

Abri meus arquivos secretos

Fui tão eu

Que me perdi

O pulsar do amor

Cedeu lugar a motanha-russa emocional

Nesse frio entre subidas e descidas

Estabeleceu-se a indiferença

Ele que tanto doava

Tirou-me o banquete

A vinda dele veio tão rápida

Do mesmo jeito que a mala partiu

Quase morri de amor

Mas vi que não era sentimento nobre

Morrer de amor é desamor

É erva daninha

Retirei-me com dignidade, sobrevivi!

Hoje procuro o amor calmo

Sem perder o norte
Sem perder a mim mesma

 

Por Arthemisa Gadelha

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