Greve dos professores: Mayara Pinheiro diz que diálogo é essencial para solucionar embate

Durante sessão plenária desta terça-feira (7), a deputada estadual Dra. Mayara Pinheiro Reis (PP) reforçou a luta dos professores que estiveram na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Em greve há 23 dias, a categoria pede um reajuste de 15%, enquanto o Governo do Estado oferecer apenas 4,74%. Para Mayara Pinheiro, é preciso diálogo entre as partes para se chegar ao consenso.

“Não posso deixar de fazer o que é o meu dever, fiscalizar toda e qualquer denúncia que chegue a esta Casa. Tenho visto a calorosa luta de vocês para alcançar os direitos. E o que eu puder fazer para destravar este processo, eu vou fazer. Esse é o primeiro passo para valorização a educação do Estado”, afirmou.

Ainda de acordo com a deputada, a falta de reajuste não é o único problema da categoria. Dra Mayara quer buscar soluções para o plano de saúde, principalmente aos professores do interior que estão sem poder realizar consultas ou tratamentos.

Representantes de sindicatos da categoria estiveram presentes na Aleam: como o coordenador da Asprom/Sindical, Prof. Lambert Melo e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Prof. Ana Cristina Rodrigues.

Para Ana Cristina, a classe deu recado à sociedade amazonense e as autoridades pedindo respeito à categoria. “Essa contraproposta oferecida pelo Governo está muito aquém do que realmente precisamos. Vamos seguir conversando, até chegarmos a um entendimento”, explicou a professora.

Viagem a Brasília

A deputada aproveitou o espaço para falar sobre a viagem à Capital Federal, onde, ao lado da deputada estadual Prof. Therezinha Ruiz (PSDB), participou do 1º Seminário Regional de Promoção e Defesa da Cidadania, promovida pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). Vários temas de relevância foram discutidos como a implementação do Sistema único de Segurança Pública (SUSP) e a prevenção ao suicídio. No Brasil, 11 mil mortes são registradas por ano, no Amazonas a média é de um suicídio a cada dois dias.

“Falando do nosso Estado, isso preocupa e muito. Principalmente quando analisamos que a taxa de suicídio entre indígenas é três vezes maior do que a média nacional. Por isso, precisamos de uma política direcionada aos índios e também regulamentar o trabalho das Organizações não Governamentais, preservando a cultura e identidade indígena”, ressaltou Dra. Mayara.

A previsão é de que o próximo seminário realizado pela Unale seja realizado aqui no Amazonas, dando continuidade a discussão destas políticas públicas e combater este entre outros problemas de ordem

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *