Ex-presidente do BB e da Petrobras tem mais de R$ 3 milhões bloqueados

Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras é suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht.

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, preso na 42ª fase da Operação Lava Jato na quinta-feira (27), teve R$ 3.417.270,55 bloqueados.

O informe do Banco Central do Brasil (Bacen) foi protocolado no processo eletrônico da Justiça Federal do Paraná nesta segunda (31).

Aldemir Bendine foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato, na quinta-feira (27) (Foto: Sergio Moraes/Reuters/Arquivo)

A defesa do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras protocolou, nesta seguda-feira, um recurso de apelação contra a decisão de sequestro e indisponibilidade dos bens e valores do cliente.

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, havia decretodo o bloqueio de até R$ 3 milhões mantidos em contas e investimentos bancários dos alvos desta operação.

Outros bloqueios

Outras duas pessoas foram presas na última etapa da Lava Jato: os irmãos André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior. Antônio teve R$ 18.386,81 bloqueados, e André R$ 637.285,53.

O advogado Ademar Rigueira Neto, defensor de Antônio e André, afirmou que o foco, neste momento, é a soltura dos dois irmãos. Sobre o bloqueio, o advogado disse que vai se pronunciar nos autos.

Suspeitas

Aldemir Bendine é suspeito de receber R$ 3 milhões em propina do Grupo Odebrecht. Ele está detido na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, e deve prestar depoimento à corporação nesta tarde.

André e Antônio são suspeitos de atuar como operadores financeiros do esquema de corrupção investigado na atual fase, batizada de Cobra.

As três prisões são temporárias e vencem nesta segunda, pondendo ser prorrogadas por mais cinco dias ou convertidas em preventiva, que é por tempo indeterminado.

Comprovantes de Bendine

A defesa de Aldemir Bendine apresentou, à Justiça Federal, as reservas dos hotéis onde o cliente ficaria hospedado na Europa entre sexta-feira (29) e o dia 18 de agosto.

“Note-se que há reservas para todo o período compreendido entre os dias 29 de julho e 18 de agosto, sendo que em 19 subsequente, pela manhã, retornaria ao Brasil via Portugal, conforme já devidamente comprovado, o que evidencia que o motivo da saída – temporária – do peticionário do país era uma viagem de férias com a família, previamente organizada”, diz um trecho da petição protocolada pelos advogados de Aldemir Bendine.

O extrato do cartão de crédito com as dez parcelas de uma passagem aérea também foi apresentado pelos advogados do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras à Justiça Federal.

Portanto, para a defesa são “incabíveis quaisquer conjecturas acerca de uma possível fuga, a despeito da existência de passagem de retorno”.

Viagem para Portugal

Ao explicar os detalhes da mais recente etapa da operação, o Ministério Público Federal (MPF) do Paraná afirmou que só havia localizado a passagem de ida de Bendine para Portugal.

No despacho que autorizou a prisão de Aldemir Bendine, o juiz federal Sérgio Moro citou que isso poderia indicar risco de fuga.

Na quinta, o advogado de Aldemir Bendine já tinha dito que o cliente tinha passagem de volta ao Brasil.

Os documentos apresentados à Justiça Federal ainda mostram que a passagem de ida foi comprada com pontos de milhagem, enquanto a volta foi parcelada.

 

Com Informações do G1 Paraná

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