Estudo vai avaliar o impacto das queimadas na qualidade do ar de Manaus

Avaliar o impacto das queimadas na qualidade do ar de diferentes localidades da região metropolitana de Manaus é o foco da pesquisa científica desenvolvida pelo doutorando em Clima e Ambiente, Igor Ribeiro, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A ideia de realizar o estudo surgiu após o episódio de queimadas em 2015, que deixou a cidade de Manaus com alto índice de poluição e com difícil visualização devido a fumaça.

O estudo conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Percebemos a necessidade de identificar a região de origem desses poluentes e começamos um monitoramento contínuo, em  agosto de 2017, para observar compostos específicos emitidos pelas queimadas. Com o monitoramento da variação da concentração desses compostos ao longo do ano associado ao uso de dados por satélite e de modelos climáticos, poderemos determinar quais são as principais regiões que estão influenciando na qualidade do ar da cidade de Manaus ao longo do ano”, disse Igor.

Aumento de focos de queimadas

Conforme dados do Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) houve um aumento do número de focos de queimadas no Estado do Amazonas no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Cerca de 361 focos de queimadas foram registrados no primeiro semestre deste ano. Em 2017, houve o registro de 264 focos, o que comprova um aumento 36,7%.

Para o doutorando, a pesquisa tem um impacto importante nas questões públicas de saúde e conservação do meio ambiente da nossa região.

“Entendendo a dinâmica do impacto das queimadas na qualidade do ar de Manaus, os resultados da pesquisa auxiliarão nas políticas públicas de gestão da qualidade do ar no âmbito municipal e regional que visem à prevenção, o combate e a redução das emissões de poluentes pelas queimadas”, afirmou.

Ribeiro explicou que as queimadas ao longo do ano contribuem para um aumento da concentração de Material Particulado (MP2.5), que  entende-se por ser uma mistura de partículas presentes no ar que são emitidas por diferentes fontes.

“Dentre as diversas partículas que são coletadas, em minha tese estamos interessados em analisar apenas as partículas menores que 2,5 micrômetros (MP2.5)  que são emitidas pela queima de vegetação”, detalhou.

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