Eleições presidenciais na França: veja os fatos que marcaram a campanha

Mulher passa diante de cartazes de candidatos presidenciais franceses, Emmanuel Macron e Marine Le Pen, às vésperas do segundo turno (Foto: REUTERS/Eric Gaillard)
Mulher passa diante de cartazes de candidatos presidenciais franceses, Emmanuel Macron e Marine Le Pen, às vésperas do segundo turno (Foto: REUTERS/Eric Gaillard)

A campanha presidencial na França, encerrada nesta sexta-feira (5), repercutiu em todo o mundo por notícias falsas, ovadas, suposto plágio, entre outros temas. Os casos envolvem tanto o centrista Emmanuel Macron, favorito nas pesquisas, como a candidata de extrema-direita Marine Le Pen, e também foram muito comentados nas redes sociais. Eles disputam o 2º turno neste domingo.

Veja a seguir 7 fatos que marcaram essa campanha:

Fake News

Notícia falsa sobre Macron foi compartilhada no primeiro turno das eleições na França (Foto: Reprodução)

Tanto Macron como Le Pen foram alvo de notícias falsas (fake news) durante a campanha. Sites de extrema-direita anunciaram, por exemplo, que Macron recebeu financiamento da Arábia Saudita, informação posteriormente desmentida. O centrista também foi alvo de um boato de Whatsapp afirmando que o candidato, de 39 anos e casado com uma mulher de 65, tinha um caso com um amigo, o presidente da Radio France, Mathieu Gallet.

“As notícias falsas que interrompem as campanhas são uma redução geral do debate político. Nós sabemos o impacto que teve no passado”, disse Macron pelo Twitter (acima).

Uma outra notícia, desta vez envolvendo Le Pen, dava conta de que o presidente russo, Vladimir Putin, havia dado um apoio formal a ela na disputa. Na verdade, ela apenas foi mencionada em um artigo de opinião de um cientista político em um site pró-Putin, e o próprio líder russo disse depois que não queria se posicionar sobre a eleição na França.

Debate agressivo

Entre as agressivas acusações trocadas entre os candidatos no último debate da campanha (veja acima), realizado na quarta-feira (3), Le Pen insinuou que Macron possuía “uma conta offshore nas Bahamas”. O candidato centrista, ex-banqueiro cujo pequeno patrimônio declarado levantou questionamentos, disse que se tratava de uma “difamação” e, depois do debate, fez uma denúncia por “falsificação” e “propagação de uma notícia destinada a influenciar nas eleições”.

Macron acusou a adversário de agir com a ajuda de sites ligados a interesses da Rússia. Segundo sua campanha, essa “notícia falsa”, teria partido de uma postagem anônima em um fórum, passado pelas redes sociais, principalmente o Twitter, até a repercussão ao vivo durante o debate televisionado.

Plágio

Jeunes avec Macron @JeunesMacron Après avoir fait du rétro-pédalage sur la sortie de l’Euro, Marine Le Pen plagie ouvertement François Fillon #Plagiat #IlEstOùLeProjet

Na última terça, Le Pen foi atacada nas redes sociais por supostamente plagiar trechos de um discurso do ex-concorrente François Fillon. Embora o discurso tenha causado polêmica na internet devido à questão do aparente plágio, a fala parece ter sido uma tentativa de Le Pen de atrair apoiadores de Fillon. Em resposta às acusações, seus assessores disseram ter sido “um aceno” aos eleitores do político conservador.

Ovadas

JeanBaptiste Marteau ✔ @jbmarteau L’œuf reçu par @EmmanuelMacron au salon de l’agriculteur (filmé par un visiteur)#JoiesDeLaCampagne #SIA2017

Os dois candidatos foram alvos de ovadas de manifestantes. Macron levou a ovada enquanto conversava com um agente durante uma visita ao Salão da Agricultura de Paris, no início de março. O vídeo acima mostra que o candidato foi atingido na testa e logo foi protegido por um de seus guardas. Já Le Pen foi alvo de ovo e insultos na última quinta (4) quando chegava a uma fábrica em Dol-de-Bretagne, na região da Bretanha, mas não foi atingida.

Investigação

Cinegrafistas filmam sede do partido Frente Nacional que é alvo de investigação sobre suposto emprego fictício em escritório de Marine Le Pen (Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP)
Cinegrafistas filmam sede do partido Frente Nacional que é alvo de investigação sobre suposto emprego fictício em escritório de Marine Le Pen (Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP)

Le Pen, que é deputada no Parlamento Europeu, é investigada por supostamente usar 340 mil euros recebidos do Parlamento Europeu para pagar despesas pessoais de dois funcionários da Frente Nacional. As regras da UE determinam que esses fundos devem ser utilizados apenas para pagar assessores parlamentares. O salário dela foi cortado pela metade para cobrir o suposto desvio do dinheiro.

Véu islâmico

Marine Le Pen, candidata da extrema-direita à eleição presidencial da França, se recusa a colocar um véu para se reunir com o mufti da República do Líbano em Beirute, o xeque Abdelatif Derian, em seu gabinete de Aicha Bakkar (Foto: Hussein Malla/AP)
Marine Le Pen, candidata da extrema-direita à eleição presidencial da França, se recusa a colocar um véu para se reunir com o mufti da República do Líbano em Beirute, o xeque Abdelatif Derian, em seu gabinete de Aicha Bakkar (Foto: Hussein Malla/AP)

A líder de extrema direita se recusou a usar um véu islâmico quando se reuniria com o principal clérigo do Líbano durante uma viagem para impulsionar suas credenciais de política externa, ainda antes do primeiro turno. Ao chegar para se reunir com o xeque Abdul Latif Derian em seu gabinete de Aicha Bakkar, Le Pen recebeu um véu, mas se negou a usá-lo, e a reunião não ocorreu.

Ataque na Champs-Élysées

Polícia fecha a avenida Champs Elysees, em Paris, após tiroteio (Foto: REUTERS/Christian Hartmann)
Polícia fecha a avenida Champs Elysees, em Paris, após tiroteio (Foto: REUTERS/Christian Hartmann)

Um ataque na avenida mais famosa da capital francesa, quando um homem matou um policial a tiros e feriu outros dois agentes e uma turista antes de ser morto, reviveu o debate sobre as visões completamente diferentes dos dois candidatos sobre como proteger a França dos ataques extremista.

Marine Le Pen exige o retorno das fronteiras nacionais e a expulsão de todos os estrangeiros que aparecem na lista de vigilância terrorista. Emmanuel Macron pediu aos eleitores que não cedam ao medo. Ele prometeu intensificar a cooperação na área de segurança com os países da União Europeia.

O presidente americano Donald Trump opinou por sua conta no Twitter que o atentado deverá influenciar o resultado das eleições: “Outro ataque terrorista em Paris. O povo da França não vai tolerar muito mais. Terá um grande efeito nas eleições presidenciais!”.

Com Informações do G1 Mundo

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