Crise no Brasil faz setor aéreo na América Latina fechar 2015 no vermelho

Companhias aéreas da região devem encerrar o ano com prejuízo de 300 milhões de dólares, e não lucro de 600 milhões de dólares, como inicialmente se previa

A crise no Brasil afetou o setor aéreo na América Latina, que fechará o ano com resultados decepcionantes. O setor terá em 2015 prejuízo de 300 milhões de dólares, e não 600 milhões de dólares de lucro, como inicialmente se previa.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), que apresentou a situação do segmento em nível mundial e as perspectivas financeiras para 2016. “A profunda crise no Brasil prejudicou a indústria em todo o continente. E a situação piorou pelas políticas governamentais que inflam o preço do combustível e pelos custos de infraestruturas-chave”, disse o diretor-geral da Iata, Tony Tyler.

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As companhias aéreas no Brasil registraram perdas totais equivalentes a 400 milhões de dólares, o que provocou uma redução de sua capacidade e de pessoal, afirmou o vice-presidente da Iata para as Américas, Peter Cerda. O diretor disse que o Brasil possui uma burocracia excessiva, que dificulta a realização de negócios. Além disso, indicou que o custo das operações no país entre os mais elevados do mundo.

A desvalorização do dólar foi outro fator da difícil situação das companhias aéreas no Brasil. Os custos aumentaram em 24% em 2015, enquanto as receitas subiram apenas 3,7%.

Com um preço do combustível 50% superior ao pago pelas outras companhias aéreas da região, Cerca indicou que esse é um dos aspectos que mais precisa de mudança no país. “É preciso uma política nacional transparente, que estabeleça os preços para o combustível com uma fórmula que evite que eles sejam abusivos para as companhias aéreas”, indicou Cerca.

 

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