Casos de zika reduzem em mais de 90% em 2017 no Amazonas

Intesificação das ações de combate ao Aedes aegypti em 2017 podem ter influenciado as reduções das doenças (Foto: Divulgação/Prefeitura)

Números de casos de dengue e febre de chikungunya também caíram.

O Amazonas fechou 2017 com redução de mais de 90% dos casos de zika em relação ao ano anterior. O estado é o terceiro na Região Norte do Brasil em incidência de contaminação pelo vírus. Os dados estão no último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

O boletim monitora os casos de dengue, febre chikungunya e febre pelo vírus zika, que são doenças de notificação compulsória. O boletim apresenta os dados de 2017, no período de 1º de janeiro a 30 de dezembro de 2017, comparados com igual período de 2016.

Intesificação das ações de combate ao Aedes aegypti em 2017 podem ter influenciado as reduções das doenças (Foto: Divulgação/Prefeitura)

As três doenças registraram redução no número de casos prováveis no ano passado, em todo o Amazonas. A diminuição foi maior em casos de febre pelo vírus zika, que chegou a cair 90,4%, de 4.485 notificações para 429 no último ano. Segundo o boletim, o Amazonas é o terceiro estado da região Norte do país com mais volume de casos registrados no ano passado, ficando atrás de Tocantins e Pará.

Em 2017, foram registrados 17.452 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92% em relação a 2016 (216.207). A incidência passou de 104,9 em 2016 para 8,5 em 2017.

As regiões Centro-Oeste e Norte apresentam as maiores taxas de incidência: 39,3 casos/100 mil habitantes e 12,4 casos/100 mil habitantes, respectivamente.

Em relação às gestantes, foram registrados 2.160 casos prováveis, sendo 949 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

Dengue

Em 2016, o Ministério da Saúde registrou 7.471 casos prováveis de dengue nas 62 cidades amazonenses. Já no ano passado o número de notificações caiu para quase pela metade: foram 3.984 casos da doença, uma redução de 46,7%.

O Amazonas também ficou terceiro maior volume de casos de dengue dentre os estados do Norte do Brasil, depois do Pará e do Tocantins, que lideraram os números de notificações da doença em 2017.

Uma morte causada por dengue ocorreu em 2016 e três óbitos foram confirmados no ano passado.

Foram notificados 252.054 casos prováveis de dengue em todo o país em 2017, uma redução de 83% em relação a 2016 (1.483.623). Também houve queda significativa de óbitos. A redução foi de 79%, passando de 701 óbitos em 2016, para 141 em 2017.

Também caíram os registros de dengue grave e com sinais de alarme. Foram confirmados 271 casos de dengue grave em 2017, queda de 70% em relação a 2016 (919). Já o número de casos com sinais de alarme teve redução de 71%, passando de 9.153 para 2.590 neste ano.

Em todo país, a região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis (86.386 casos; 34,3%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste (78.729 casos; 31,2%), Sudeste (59.601 casos; 23,6%), Norte (22.660 casos; 9,0%) e Sul (4.678 casos; 1,9%).

Chikungunya

Os números de casos prováveis de febre de chikungunya reduziram 72,2% se comparados os dois últimos anos. De 878 casos da doença para 244 no Amazonas. Não houve nenhum óbito registrado no estado decorrente da doença. O Amazonas foi quarto estado com mais casos registrados de chikungunya no ano passado. Nenhum óbito pela doença foi registrado.

O Ministério da Saúde divulgou que, em 2017, foram registrados 185.737 casos prováveis de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 90,1 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 33% em relação ao ano passado, quando foram registrados 277.882 casos. A taxa de incidência em 2016 foi de 134,8. Ainda no ano passado foram confirmados laboratorialmente 173 óbitos. Em 2016, foram 216 mortes confirmadas, o que indica uma redução de 20%.

 

Com Informações do G1, Amazonas

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