Deputados aprovaram nesta quinta uma regra que assegura correção automática dos benefícios até 2019

Não foi apenas o governo que a Câmara desagradou ao aprovar o reajuste automático dos vencimentos dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou nesta quinta-feira a decisão dos colegas, que na véspera estenderam para todos os aposentados a fórmula de reajuste que hoje vale apenas para quem recebe um salário mínimo.

Cunha se disse preocupado com os efeitos da medida sobre o ajuste fiscal. “É bom que a gente chame a consciência de que tudo tem limite. Ontem se chegou ao limite do que não deve ser feito”, afirmou ele.

A proposta criticada pelo peemedebista foi aprovada por 206 votos a 179 e estende para os demais aposentados o cálculo de reajuste que leva em conta a inflação do ano anterior e o crescimento do PIB nos dois anos anteriores. Pouco antes, a Câmara havia renovado até 2019 a aplicação dessa regra para o salário mínimo.

Na opinião do peemedebista, a aprovação da proposta foi um “erro” que precisa ser desfeito. Após a aprovação na Câmara, o texto seguiu para o Senado. Se os senadores alterarem a proposta, a Câmara terá de apreciar a medida novamente antes de enviar o texto para sanção – ou veto – de Dilma Rousseff. Cunha enfatizou a necessidade de retirar a emenda do texto final. “Senão, o sinal que daremos ao mercado é de descontrole da política fiscal, de tal maneira que não haverá medidas que possam resolver”, argumentou.

 

Com Informações do Portal Veja

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