Atentado suicida mata dezenas de civis

Explosão de veículo ainda feriu 42 pessoas e destruiu lojas e carros.

Pelo menos 24 civis morreram e outros 42 ficaram feridos em um atentado suicida cometido nesta segunda-feira (24) com um veículo cheio de explosivos em uma rua próxima a uma área residencial onde vivem funcionários afegãos no oeste de Kabul.

Mulheres afegãs lamentam e choram em frente a um hospital de Kabul após um ataque suicida (Foto: Mohammad Ismail / Reuters)

A explosão do veículo aconteceu pouco antes das 7h (horário local, 23h30 de domingo, 23, em Brasília), em uma rua no Distrito Policial 3 no oeste da capital afegã, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Najib Danish.

O porta-voz anunciou, na sua página oficial da rede social Facebook, que pelo menos 24 pessoas morreram e 42 ficaram feridas, “todas elas civis”.

Segundo Danish, no local da explosão três veículos e 15 lojas também foram danificados.

Ainda que o local onde tenha ocorrido a explosão fique próximo a uma área residencial onde moram funcionários do governo afegão, o atentado afetou sobretudo lojas e estabelecimentos situados em ambos os lados da rua.

Talibã reivindica atentado

Os talibãs reivindicaram o atentado suicida realizado com um carro-bomba no oeste de Kabul. O alvo, segundo os rebeldes, eram , integrantes dos serviços de inteligência.

O objetivo eram dois micro-ônibus com “interrogadores” dos serviços de inteligência afegãos, disse o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, em um comunicado, no qual acrescentou que no ataque “com um carro repleto de potentes explosivos” morreram 37 deles.

“Dois micro-ônibus estavam há dois meses sob vigilância e foram atacados depois que pegaram todos os passageiros”, disse Mujahid, acrescentando que os veículos iam para a sede dos serviços de inteligência na capital afegã.

A agência de inteligência Diretório Nacional de Segurança rejeitou a versão dos talibãs, ao afirmar que esse departamento “não utiliza ônibus para transportar seus funcionários”.

 

Com Informações da Agência EFE

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