Álvaro Campelo manifesta apoio ao movimento “Eu empurro essa Causa

O movimento nacional “Eu empurro essa causa”, criado para ajudar as famílias de pessoas com deficiências que precisam do Benefício de Prestação Continuada (BPC), realizou na manhã deste sábado (16), uma mobilização na Praça do Largo São Sebastião, no centro de Manaus. Durante o evento, o grupo recolheu assinaturas para um abaixo-assinado que será entregue em Brasília para a revisão dos critérios de concessão do BPC.

O deputado estadual, Álvaro Campelo (PP), ofereceu apoio a causa, além de já ter protocolado na última semana, um projeto que visa criar a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O deputado aproveita esse momento para incentivar a população sobre o recolhimento das assinaturas e, se comprometer em ajudar nas mobilizações. “Me coloco à disposição do movimento para continuarmos garantindo e conquistando mais direitos para as pessopessoas a com deficiência. Essas famílias merecem muito mais, por isso convido a todo cidadão amazonense a se comprometer com a ação para que juntos possamos conseguir as oitenta mil assinaturas ”, disse o parlamentar.

O ato público é uma manifestação nacional por mudança nos critérios de concessão do BPC, concedido a pessoas com deficiência. Atualmente, para ter direito ao BPC, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja menor que um quarto do salário-mínimo vigente, ou seja, cerca de R$ 238,00.

Na opinião do movimento, esse valor de corte é extremamente baixo, uma vez que, normalmente, a mãe da pessoa com deficiência precisa, praticamente, se anula profissionalmente para atender o filho. O movimento busca também uma análise especial para o caso de doenças raras, onde a renda ultrapasse três salários mínimos em virtude de gastos extras.

De acordo com a coordenadora da iniciativa na capital amazonense, Sarah Pacheco, a mobilização aconteceu, simultaneamente, em todo o Brasil, no objetivo de atingir 2 milhões de assinaturas. “Se outros familiares puderem trabalhar e o benefício for mantido, conseguiremos somar os valores e melhorar a vida dessas pessoas”, concluí a coordenadora do Movimento.

Movimento

Sarah explica que o movimento teve início após diversos relatos de mães de pessoas com deficiência começarem a aparecer no Facebook, alegando a perda do BPC por ultrapassar o valor da renda exigida. Para ela, é preciso que a lei passe a permitir que a renda da família seja maior. “O movimento nasceu nas redes sociais por mães com filhos que possuem alguma deficiência, e agora ganha repercussão e apoio nacional”, finaliza Pacheco.

Reivindicações

Outra reivindicação é analisar, em casos de mais de um deficiente no mesmo núcleo familiar, a concessão de um segundo benefício ou valor de renda complementar, proporcional para o custeio de gastos que o Estado tem o dever de tutelá-la com tratamentos, medicamentos e equipamentos.

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