Alessandra Campêlo quer retomada de obras paradas

A vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB), disse que recebeu com bastante preocupação a informação do relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que aponta um total de 80 obras paradas em Manaus e no interior e um prejuízo de mais de R$ 836 milhões aos cofres públicos. De acordo com o órgão, a paralisação dos trabalhos se dá por bloqueios judiciais.

 O assunto foi abordado pela deputada durante a sessão desta quinta-feira, 11 de abril. Para Alessandra, os prejuízos vão além dos divulgados, pois as paralisações geram desemprego na construção civil e causam enormes transtornos à população amazonense que sofre com a estrutura inaquedada na oferta de serviços públicos em áreas como saúde, educação e segurança.

“Isso me preocupa muito pelo fato de que não simplesmente obras paradas. São empregos que deixam de ser gerados no nosso Estado, são obras que poderiam estar sendo usufruídas pela nossa população”, disse Alessandra, citando o emblemático caso da Cidade Universitária, no Iranduba, que ela classificou como um “cemitério de obras tomado por cachorros”.

 

Assembleia vai acompanhar

Durante o pronunciamento, a vice-presidente propôs a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a execução do cronograma de retomada das obras, já que existe a vontade política de Governo nesse sentido. Alessandra disse que vai solicitar uma audiência com o titular da Secretaria de Estado da Infraestrutura para que ele dê um posicionamento sobre a situação. 

 

“Por telefone, eu já fui informada pelo secretário executivo da Seinfra que há um cronograma para execução dessas obras, para retomada das obras, no entanto, isso precisa ser informado para a população dos municípios que vê esse dinheiro sendo desperdiçado”, conclui a deputada. 

 

Herança de Amazonino

A líder do MDB finalizou seu pronunciamento criticando o ex-governador Amazonino Mendes (PDT), que segundo ela é recorrente na prática de deixar “cemitérios de obras abandonadas” em suas passagens pelo comando do Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus. 

 

“Ele fez isso como governador e prefeito, portanto, é recorrente em abandonar obras. E o pior: muitas dessas obras com parte do seu pagamento já executado e não condizente com a obra realizada. As informações que eu tenho da Seinfra sobre o estágio dessas obras são as piores possíveis”, afirmou Alessandra. 

 

Na avaliação da deputada, o governador Wilson Lima precisa ser muito rápido em dar uma resposta ao problema. Para Alessandra, o povo não quer saber se a culpa pelas paralisações nas obras é de Amazonino, José Melo ou outro ex-governador. 

 

 Foto: Joel Arthus/ Aleam

 

 

 

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