‘Acusação grave e injusta’, diz defesa de médico denunciado por morte de paciente

Audiência do médico Carlos Cury ocorreu nesta quinta-feira (1º). Ele ainda é acusado em outros 15 processos, por mutilação de pacientes durante cirurgias.

Durante a audiência de instrução do médico Carlos Cury Mansilla – acusado de mutilar 16 pessoas durante procedimentos cirúrgicos -, nesta quinta-feira (1º), o réu negou ser responsável pela morte de uma das pacientes. Após a sessão, a defesa disse que a acusação é a “mais grave e injusta” entre as quais responde o médico.

Médico Carlos Cury Mansilla (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

A audiência de instrução e julgamento, com o interrogatório do réu, começou por volta das 9h na 11ª Vara Criminal, no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. A juíza Eulinete Tribuzi conduziu a sessão, que diz respeito ao processo referente a uma paciente, que morreu após uma cirurgia bariátrica feita pelo médico.

Durante a sessão, o Mansilla assumiu que não tinha especialização para fazer o procedimento, mas que aprendeu a técnica durante um curso. A paciente, de 67 anos, teve complicações após a cirurgia.

“Não teve nada no procedimento cirúrgico. Acredito que as complicações não tiveram nada a ver com o procedimento. O óbito dela se deve devido a problemas cardiorrespiratórios, independente da cirurgia”, disse o médico.

Após a audiência, o advogado de defesa do médico, Diego Gonçalves, o Mansilla apenas exercia a função de médico e não há conduta culposa ou dolosa contra o réu.

“O processo que vimos hoje, acredito que seja a acusação mais grave e injusta. Foi uma cirurgia que transcorreu dentro da normalidade, não houve complicação. Apenas no pós-cirúrgico. Lamentamos o ocorrido, mas a questão aqui é apurar se ele cometeu algum crime e isto não aconteceu”, afirmou.

A juíza Eulinete Tribuzzi informou que as alegações finais do réu devem ser reunidas para que se tenha uma decisão sobre o processo em 15 ou 20 dias.

Os processos contra o médico apuraram casos diferentes. Os mais comuns são de cirurgias plásticas como lipoescultura, mamoplastia, abdominoplastia e cirurgia no nariz. Segundo a denúncia do Ministério Público, são 16 vítimas lesionadas e uma vítima fatal.

“Além deste, ainda tem mais processos e outros dois em diligência em torno do réu. Estes demais devem ser pautados no decorrer das semanas seguintes. Imaginamos que podemos fazer dois por semana, devido ao grande número”, pontuou Tribuzzi.

Entenda o caso

Os casos começaram a ser denunciados em 2013. Uma das vítimas, uma empresária, iniciou uma campanha em uma rede social para tentar localizar outras vítimas do médico.

Na época, a polícia informou que o médico sempre alegou inocência e dizia ter realizado as cirurgias com sucesso. A versão é a mesma sustentada pela defesa desde o último depoimento, prestado em fevereiro daquele ano.

Na ocasião, a defesa do médico disse que o corpo das vítimas reagiu de forma adversa às cirurgias, mas que não é culpa dele.

Carlos Cury Mansilla teve registro cassado pelo Carlos Cury Mansilla em janeiro de 2017.

 

Com Informações do G1, Amazonas

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