Ação da Eletrobras sobe quase 50% após anúncio de privatização e puxa a bolsa

Eletrobras: hoje, usinas de geração da Eletrobras fazem parte do regime de cotas criado durante o governo da ex-presidente Dilma (Nadia Sussman/Bloomberg)

Na véspera, principal indicador da bolsa terminou a sessão em recuo de 0,12%, a 68.634 pontos.

O principal índice da B3 (antiga BM&FBovespa, a bolsa brasileira) opera em forte alta nesta terça-feira (22), chegando a bater o patamar de 70 mil pontos. Os papéis da Eletrobras eram destaque de alta – o avanço chegou a quase 50% nos papéis ordinários, após o governo anunciar plano de vender o controle da estatal de energia elétrica, em movimento que pode gerar uma arrecadação de até R$ 20 bilhões para a União.

Às 13h54, o principal índice da bolsa de SP subia 2,16%, a 70.117 pontos. Veja a cotação hoje.

Eletrobras: hoje, usinas de geração da Eletrobras fazem parte do regime de cotas criado durante o governo da ex-presidente Dilma (Nadia Sussman/Bloomberg)

A última vez que o Ibovespa encerrou o dia acima dos 70 mil pontos foi em 19 de janeiro de 2011(70.058 pontos). O recorde histórico foi em 20 de maio de 2008, com 73.516 pontos.

Por volta do mesmo horário, as ações ordinárias da Eletrobras, que dão direito aos acionistas voto nas assembleias, subiam 49,58%. Já as ações preferenciais, que dão aos acionistas prioridade no recebimento dos lucros da empresa, avançavam 33,76%.

Na parcial do dia, o valor de mercado da estatal subiu para R$ 27,45 bilhões ante R$ 20,17 bilhões no fechamento do pregão da véspera, segundo dados da provedora de informações financeiras Economatica.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, informou nesta terça-feira que a hidrelétrica de Itaipu, administrada pelo Brasil junto com o Paraguai, e a Eletronuclear, subsidiária à qual estão vinculados os projetos na área de energia nuclear, deverão ficar de fora da privatização da Eletrobras. O ministro disse também que, com a privatização, as tarifas de energia podem cair no médio prazo para o consumidor.

De acordo com o ministro, a proposta de privatização vai ser entregue nesta quarta-feira (23) para o Programa de Parcerias de Investimento (PPI), órgão do governo Michel Temer que trata de privatizações e concessões. O envio da proposta é um passo inicial do processo.

Em nota a clientes, a equipe do Credit Suisse destaca que a a proposta de perda de controle por aumento de capital não precisaria ser aprovada pelo Congresso, o que, em tese, facilitaria sua execução. “A ideia de diluição de controle nos parece ser a mais viável, na situação de uma verdadeira tentativa de turnaround na empresa, já que as restrições de empresa estatal e os passivos históricos da companhia impedem uma gestão mais efetiva atual”, escreveu a equipe do Credit Suisse em nota a clientes, de acordo com a Reuters.

“Nós acreditamos que o cenário em que o governo dilua sua fatia em 33 por cento e levante 20 bilhões de reais é um em que: todas as medidas propostas (especialmente as que tornam a empresa de capital privado, com melhor governança corporativa e corte de gastos) aumente o valor de mercado da Eletrobras em mais de 100 por cento; e a Eletrobras capte 20 bilhões de reais em uma oferta primária e pague a dívida de 20 bilhões de reais a bancos públicos. Após esse pagamento, os bancos pagariam dividendos ao governo federal”, escreveram os analistas do BTG Pactual.

Véspera

Na véspera, principal índice da B3 fechou em leve queda, após operar em alta durante boa parte do pregão e atingir a faixa dos 69 mil pontos. Investidores evitavam grandes apostas à espera de novidades no cenário político local, segundo a Reuters.

O Ibovespa, principal indicador da bolsa, terminou a sessão em recuo de 0,12%, a 68.634 pontos.

 

Com Informações do G1 Amazonas

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